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Notícias do Mundo (segundo a segundo)

Aquecimento Global: Vamos Entender

 clima
  Para compreendermos a atual controvérsia sobre o aquecimento global, precisamos entender algumas das forças assombrosas que tornam o nosso clima o que é. Consideremos alguns aspectos básicos.
1. O Sol: fonte de calor e luz
  A vida na Terra depende da imensa fornalha nuclear que chamamos de Sol. Milhões de vezes maior do que a Terra, o Sol fornece um suprimento constante de calor e luz. Se o Sol se tornasse mais fraco, nosso planeta ficaria envolto em gelo; mais forte, transformaria a Terra numa frigideira fumegante. Visto que a Terra orbita a uma distância de 149 milhões de quilômetros do Sol, ela recebe apenas metade de uma bilionésima parte da energia proveniente do Sol. No entanto, trata-se exatamente da quantidade adequada para produzir um clima favorável à vida.
2. A atmosfera: o cobertor da Terra
  O Sol não é o único fator que determina a temperatura da Terra; a atmosfera também desempenha um papel vital. A Terra e a Lua estão à mesma distância do Sol, de forma que ambas recebem proporcionalmente cerca da mesma quantidade de calor do Sol. Não obstante, embora a temperatura média da Terra seja de 15 graus Celsius, a Lua tem em média a gélida temperatura de 18 graus negativos. Por que a diferença? A Terra tem uma atmosfera, a Lua não.
  A atmosfera — a faixa de oxigênio, nitrogênio e outros gases que envolve a Terra — retém parte do calor do Sol, deixando escapar o restante. O processo é muitas vezes comparado a uma estufa. Uma estufa, como você provavelmente sabe, é uma estrutura com paredes e um telhado de vidro ou de plástico. A luz do Sol penetra facilmente e aquece seu interior. Ao mesmo tempo, o telhado e as paredes não permitem que o calor se dissipe rapidamente.
  De forma similar, a atmosfera permite que a luz do Sol passe através dela para aquecer a superfície da Terra. A Terra, por sua vez, manda a energia térmica de volta à atmosfera em forma de radiação infravermelha. Grande parte dessa radiação não vai diretamente ao espaço porque certos gases presentes na atmosfera a absorvem e a redirecionam de volta à Terra, aumentando o aquecimento da Terra. A esse processo de aquecimento dá-se o nome de efeito estufa. Se a atmosfera não retivesse o calor do Sol dessa forma, a Terra seria tão sem vida como a Lua.
3. Vapor de água: o principal gás do efeito estufa
  Noventa e nove por cento da atmosfera é composta por dois gases: o nitrogênio e o oxigênio. Embora eles desempenhem um papel vital em ciclos complexos que sustentam a vida na Terra, praticamente não exercem nenhuma influência direta em regular o clima. Essa tarefa cabe ao 1% restante da atmosfera, os gases do efeito estufa que retêm o calor e que incluem o vapor de água, o dióxido de carbono, o óxido nitroso, o metano, os clorofluorcarbonos e o ozônio.
  O gás mais crucial do efeito estufa — o vapor de água — geralmente não é considerado gás, pois costumamos pensar na água em sua forma líquida. No entanto, cada molécula de vapor de água presente na atmosfera está carregada de energia térmica. Por exemplo, quando o vapor presente na nuvem se resfria e condensa, há a liberação de calor, causando fortes correntes de convecção. O movimento dinâmico do vapor de água na atmosfera desempenha um papel vital e complexo em determinar o tempo e o clima.
4. Dióxido de carbono: essencial à vida
  O dióxido de carbono (ou gás carbônico) é o gás mais comentado em conversações sobre o aquecimento global. Mas não é justo condenar o dióxido de carbono como um simples poluente. O dióxido de carbono é um ingrediente vital na fotossíntese, processo pelo qual as plantas verdes fabricam nutrientes para si. Os humanos e os animais inspiram oxigênio e expiram o gás carbônico. As plantas inspiram o gás carbônico e liberam oxigênio. Trata-se, de fato, de uma das provisões do Criador que tornam possível a vida na Terra. No entanto, o aquecimento causado pela emissão de uma quantidade excessiva de gás carbônico na atmosfera seria comparável a jogar mais um cobertor na cama. Resultado: maior aquecimento.
Uma combinação complexa de forças
  O Sol e a atmosfera não são os únicos fatores que determinam o clima. Também estão envolvidos oceanos e calotas polares, os minerais de superfície e a vegetação, os ecossistemas da Terra, e um conjunto de processos biogeoquímicos, e os mecanismos de orbitação da Terra. O estudo do clima envolve quase todas as geociências.
1. Sol
2. Atmosfera
3. Vapor de água (H2O)
4. Dióxido de carbono (CO2)
[Nota(s) de rodapé]
Quase toda a vida na Terra deriva energia de fontes orgânicas, dependendo, assim, direta ou indiretamente, da luz do Sol. No entanto, existem organismos que vivem bem na escuridão do leito oceânico, retirando a energia de substâncias químicas inorgânicas. Em vez de usar a fotossíntese, esses organismos usam um processo chamado quimiossíntese.

Leia No Site Oficial: Estamos vivendo nos últimos dias?

Como criar filhos com necessidades especiais?



DO REDATOR DE DESPERTAI! NA FINLÂNDIA


Markus, de 20 anos de idade (à esquerda), não consegue comer, beber nem tomar banho sem ajuda. Ele não dorme bem e necessita de cuidados durante a noite. Regularmente precisa de primeiros socorros, pois se machuca com facilidade. Mas seus pais o amam muito. Eles prezam seu jeito bondoso, carinhoso e gentil. Têm orgulho de seu filho, apesar das deficiências que ele tem.



SEGUNDO estimativas da Organização Mundial da Saúde, até 3% da população da Terra tem alguma forma de retardamento mental. A deficiência mental pode ser causada por problemas genéticos, lesões no nascimento, infecções cerebrais durante a infância, falta de nutrientes e exposição a drogas, a álcool ou a produtos químicos. Na maioria dos casos, porém, as causas são desconhecidas. Como é ser pai ou mãe de uma criança com necessidades especiais? Como esses pais podem ser ajudados?


Quando se descobre o problema


O desafio começa quando os pais descobrem que seu filho tem uma deficiência mental. "Quando soubemos que nossa filha tinha síndrome de Down, parecia que a casa tinha caído sobre nós e nos soterrado", relembra Sirkka. Anne, mãe de Markus, diz: "Quando me contaram que ele seria deficiente mental, fiquei imaginando como outros o encarariam. Mas logo superei essa fase e me concentrei em suas necessidades e no que eu podia fazer por ele." Irmgard reagiu de maneira similar. "Quando os médicos nos informaram sobre as limitações de nossa filhinha Eunike, eu só pensava em como poderia ajudá-la." Após receber essa notícia, que opções os pais como Sirkka, Anne e Irmgard têm?


"Uma das primeiras coisas que você pode fazer", orienta o Centro Nacional de Informações para Crianças Portadoras de Deficiências, dos Estados Unidos, "é juntar informações - informações sobre a deficiência de seu filho, sobre as ajudas disponíveis e sobre as coisas específicas que você pode fazer para ajudar a criança a se desenvolver o máximo possível". Essas informações poderão contribuir para que você sinta que seus cuidados têm objetivo e para que eles sejam bem direcionados. É como ir traçando num mapa o percurso de uma viagem, anotando a distância percorrida e os marcos alcançados.


Um conceito positivo


Apesar dos desafios de criar filhos com necessidades especiais, é possível encarar a situação de modo positivo. Como?


Primeiro, os pais podem ficar mais tranqüilos por saber que, na maior parte dos casos, a criança não está sofrendo. O Dr. Robert Isaacson escreve em seu livro The Retarded Child (A Criança com Retardamento): "A maioria pode ser feliz, gostar de companhia, de música, de certos esportes, de alimentos gostosos e de amigos." Embora consigam realizar menos coisas e vivam num mundo menor do que as crianças normais, elas em geral sentem-se mais felizes em sua "cabana" do que as crianças normais em seu "castelo".


Segundo, os pais podem se orgulhar do que seus filhos conseguem realizar com muito esforço. Tanto para os pais como para os filhos, cada tarefa aprendida é como chegar ao topo de uma montanha e ser recompensado com uma bela vista. Bryan, por exemplo, sofre de esclerose tuberosa, convulsões e autismo. Embora seja inteligente, não consegue falar e tem pouco controle sobre as mãos. Mesmo assim, ele gradativamente conseguiu aprender a beber, sem derramar, líquidos de um copo que esteja pela metade. Atingir toda essa coordenação entre a mente e o corpo permite que Bryan tome sua bebida favorita - leite - sozinho.


Seus pais encaram essa realização como mais uma pequena vitória sobre suas deficiências. "Nosso filho é como uma árvore de madeira nobre numa floresta", diz sua mãe, Laurie. "Uma árvore de madeira nobre talvez não cresça tão rápido quanto as outras árvores, mas produz madeira muito valiosa. Do mesmo modo, as crianças com deficiências desenvolvem-se lentamente, mas se tornam, para seus pais, como pequenos carvalhos ou mognos de muito valor."


Terceiro, a natureza afetuosa dessas crianças alegra muito os pais. Irmgard diz: "Eunike gosta de dormir cedo e beija todos os membros da família antes de deitar. Se ela for dormir antes de voltarmos para casa, deixa um bilhete desculpando-se por não ter esperado. Acrescenta também que nos ama e que não vê a hora de nos encontrar na manhã seguinte."


Markus não consegue falar, mas esforçou-se para aprender algumas palavras em língua de sinais a fim de dizer a seus pais que os ama. Os pais de uma criança incapaz de desenvolver-se mentalmente, chamada Tia, expressaram seus sentimentos do seguinte modo: "Ela enche a nossa vida de amor, ternura, afeto, abraços e beijos." Não é necessário dizer que todas essas crianças precisam que seus pais demonstrem muito amor e afeto - verbal e fisicamente.


Quarto, pais cristãos sentem-se muito satisfeitos quando seus filhos expressam sua fé em Deus. Veja o exemplo de Juha. No funeral de seu pai, ele surpreendeu a todos ao pedir para fazer uma oração. Em sua breve oração, Juha expressou ter fé que seu pai está na memória de Deus e que Deus o ressuscitará no tempo devido. Depois pediu que Deus ajudasse os membros de sua família, mencionando cada um por nome.


A confiança de Eunike em Deus também alegra seus pais. Ela não consegue entender tudo o que aprende. Por exemplo, ela conhece muitos personagens bíblicos, mas não percebe que relação eles têm com outros fatos e informações - é como se fossem peças isoladas de um quebra-cabeça, que não formam uma figura completa. No entanto, entende a idéia de que o Deus Todo-Poderoso um dia vai acabar com os problemas da Terra. Ela aguarda com expectativa viver no prometido novo mundo de Deus, onde poderá ter completa capacidade mental.


Incentive-os a ser mais independentes


As crianças com deficiência mental não permanecem crianças para sempre - se tornam adultos com deficiência mental. Assim, os pais fazem bem em ajudá-las a não ser mais dependentes do que o necessário. Anne, mãe de Markus, diz: "Era mais fácil e rápido fazer tudo por ele, mas nos esforçávamos bastante para ajudá-lo a fazer o máximo que pudesse sozinho." A mãe de Eunike diz: "Ela tem muitas qualidades boas, mas às vezes é teimosa. Para incentivá-la a fazer algo que ela não quer, precisamos apelar para o seu desejo de nos agradar. E mesmo quando ela concorda em realizar uma tarefa, precisamos acompanhá-la e animá-la até terminar."


Laurie, mãe de Bryan, sempre procura meios de tornar a vida de seu filho mais gratificante. Durante um período de três anos, ela e o marido ensinaram Bryan a digitar. Agora ele tem a enorme alegria de enviar e-mails a seus amigos e familiares. Mas precisa que alguém apóie seus punhos ao digitar. Seus pais o estão ajudando a chegar ao ponto de precisar de apoio apenas para os cotovelos. Eles sabem que esses poucos centímetros do punho até o cotovelo representam um enorme grau de independência para seu filho.


No entanto, os pais não devem esperar ou exigir demais de seus filhos. Cada criança tem um potencial diferente. O livro The Special Child (A Criança Especial) sugere: "Uma regra prática é tentar manter o equilíbrio entre incentivar independência e dar a ajuda necessária para evitar frustrações."


A maior fonte de ajuda


Os pais de crianças deficientes precisam de muita paciência e perseverança. Com um problema atrás do outro, muitos deles passam por períodos de desespero. Muitas vezes sentem os efeitos do cansaço. Às vezes choram e talvez sintam pena de si mesmos. O que pode ser feito?


Os pais podem buscar a ajuda de Deus, o "Ouvinte de oração". (Salmo 65:2) Ele dá coragem, esperança e força para perseverar. (1 Crônicas 29:12; Salmo 27:14) Alivia nosso sofrimento e nos ajuda a 'alegrar-nos na esperança' que a Bíblia fornece. (Romanos 12:12; 15:4, 5; 2 Coríntios 1:3, 4) Os pais que confiam em Deus podem ter certeza de que, no futuro, quando 'os cegos enxergarem, os surdos ouvirem, os coxos andarem e os mudos gritarem de alegria', seus queridos filhos também terão perfeita saúde física e mental. - Isaías 35:5, 6; Salmo 103:2, 3.



O QUE OS PAIS PODEM FAZER


▪ Aprendam tudo o que puderem sobre a deficiência de seu filho.


▪ Tentem manter uma atitude positiva.


▪ Ajudem seu filho a alcançar o maior grau de independência possível.


▪ Recorram a Deus em busca de coragem, esperança e força.


O QUE OS OUTROS PODEM FAZER


▪ Converse de modo inteligente e sincero com a criança.


▪ Converse com os pais sobre os desafios que eles enfrentam e elogie seus esforços.


▪ Seja sensível e atencioso.


▪ Participe em atividades com os pais e as famílias de crianças com necessidades especiais.



[Quadro/Foto na página 26]


Como os outros podem ajudar


Assim como os espectadores admiram a perseverança de um maratonista, você talvez fique maravilhado com a garra de pais que cuidam de uma criança deficiente - 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os espectadores ao longo do trajeto oferecem água aos maratonistas. Será que você pode oferecer ajuda aos pais que precisam cuidar a vida toda de uma criança com necessidades especiais?


Um modo simples de fazer isso é conversar com a criança. Pode ser que você não fique à vontade no início, pois ela talvez reaja muito pouco ou nem reaja à conversa. Mas tenha em mente que muitas gostam de escutar e é bem provável que pensem profundamente no que você diz. Em alguns casos, a mente dessas crianças é como um iceberg, cuja maior parte fica abaixo da superfície, e seus rostos talvez não expressem seus sentimentos profundos.


A neurologista pediátrica Dra. Annikki Koistinen dá sugestões para facilitar a conversa: "Primeiro fale sobre a família ou os passatempos. Converse com a criança do modo como conversaria com alguém da idade dela, não como se estivesse falando com alguém mais novo. Fale sobre um assunto por vez, usando frases curtas. Dê-lhe tempo para pensar sobre o que você está falando."


Os pais também precisam que você converse com eles. Sua empatia aumentará à medida que conhecer melhor os desafios emocionais que eles enfrentam. Anne, mãe de Markus, por exemplo, anseia conhecer melhor seu querido filho. Ela se sente triste por ele não poder falar e explicar o que se passa em sua mente. Também se preocupa em morrer antes do filho, deixando-o órfão.


Não importa quanto os pais dêem de si ao cuidar de uma criança com deficiência mental, muitas vezes acham que deveriam estar fazendo mais. Laurie, mãe de Bryan, se culpa por qualquer pequeno erro ao cuidar dele. Ela também se sente culpada por não conseguir dar mais atenção a seus outros filhos. O interesse e o respeito que você demonstra pelos pais e pelos seus sentimentos dá honra e apoio não só a eles, mas também aos filhos. Irmgard diz: "Gosto de conversar sobre a minha filha. Sinto-me achegada aos que estão dispostos a compartilhar os sorrisos e as lágrimas de minha vida com Eunike."


E há muitos outros modos de ajudar - grandes e pequenos. Talvez possa convidar os pais e a criança à sua casa para participarem em suas atividades familiares. Talvez seja possível também gastar algumas horas com a criança enquanto os pais descansam.


Quais os sintomas de um ataque cardíaco?



SE HOUVER sintomas de ataque cardíaco é vital ir ao médico imediatamente, pois o risco de vida é maior durante a primeira hora depois do ataque. O tratamento imediato pode poupar o músculo cardíaco de lesões irreparáveis. Quanto mais músculo cardíaco se poupar, tanto melhor o coração bombeará depois do ataque.


Contudo, há ataques cardíacos silenciosos, sem sintomas externos. Nesses casos, a pessoa talvez nem saiba que tem a doença das coronárias. Infelizmente, para alguns, um forte ataque pode ser a primeira indicação de problemas no coração. Em caso de parada cardíaca (o coração pára de bombear), há pouca chance de sobrevivência a menos que se chame imediatamente uma equipe de socorro e seja aplicada prontamente a ressuscitação cardiopulmonar (RCP).


Dentre os que têm sintomas de doença das coronárias, diz o boletim Harvard Health Letter, cerca da metade não procura ajuda médica imediatamente. Por que não? "Em geral porque não reconhecem o significado de seus sintomas, ou porque não os levam a sério."


João, uma vítima de ataque cardíaco e Testemunha de Jeová, faz o apelo: "Se você perceber algum problema, não deixe de ir ao médico por receio de parecer melodramático. Quase perdi a minha vida por não ter reagido logo."


O que aconteceu


João explica: "Um ano e meio antes do ataque cardíaco, um médico alertou-me a respeito do meu colesterol elevado, um forte fator de risco de doença das coronárias. Mas eu não me importei com isso, pois achava que era jovem - menos de 40 anos - e tinha boa saúde. Lamento profundamente não ter agido então. Tive outros avisos: falta de ar depois de esforço físico, dores que eu achava ser indigestão e, por vários meses antes do ataque, extrema fadiga. Eu atribuía quase tudo isso à falta de sono e ao excesso de estresse no trabalho. Três dias antes do ataque, tive o que imaginava ser um espasmo muscular no peito. Foi um pequeno ataque anterior ao grande, três dias depois."


Dor ou pressão no peito, chamado de angina, é um aviso para cerca da metade dos que sofrem um ataque cardíaco. Alguns sentem falta de ar ou fadiga e fraqueza, o que indica falta de oxigênio no coração devido à obstrução coronária. Esses sinais devem levar a pessoa a ir ao médico para um exame do coração. O Dr. Peter Cohn diz: "O tratamento da angina não garante que não haverá um ataque cardíaco, mas, pelo menos, reduz as possibilidades de um ataque iminente."


O ataque


João continua: "Naquele dia fomos jogar softball. Enquanto eu devorava um hambúrguer e batatas fritas no almoço, não liguei muito para um certo mal-estar, náusea e rigidez na parte superior do corpo. Mas, ao chegar ao parque e começar a jogar, percebi que havia algum problema. Com o passar da tarde, eu piorava cada vez mais.


"Várias vezes deitei no banco dos jogadores, de costas, tentando estirar os músculos do peito, que enrijeciam cada vez mais. Quando voltava a jogar, eu dizia a mim mesmo: 'Talvez tenha pegado gripe', pois, vez por outra, eu suava frio e tinha fraqueza. Quando corria, perdia o fôlego facilmente. Deitei de novo num banco. Ao sentar, não havia dúvidas de que eu estava em sério aperto. Gritei para meu filho, Jaime: 'Preciso ir ao hospital AGORA!' Meu peito parecia ter afundado. A dor era tão forte que eu não conseguia me levantar. Pensei: 'Isso não pode ser um ataque cardíaco, só tenho 38 anos!'"


O filho de João, com 15 anos na época, conta: "Apenas alguns minutos depois papai perdeu as forças, sendo preciso carregá-lo até o carro. Um amigo meu dirigiu o carro, e fazia perguntas ao meu pai, para acompanhar o seu estado. Por fim, papai não respondia mais. 'João!', gritou meu amigo. Mas, mesmo assim, papai não respondeu. Daí, papai fez um movimento brusco no assento, teve convulsões e vomitou. Eu gritava: 'Papai! eu amo você! Por favor, não morra!' Passada a convulsão, seu corpo ficou flácido. Pensei que tinha morrido."


No hospital


"Entramos correndo no hospital. Haviam-se passado dois ou três minutos desde aquele momento em que pensei que papai tivesse morrido, mas eu tinha esperança de que ele se salvaria. Para minha surpresa, umas 20 Testemunhas de Jeová que haviam estado no parque estavam agora na sala de espera. Elas me deram consolo e amor, que foi de grande ajuda naquele momento trágico. Uns 15 minutos depois, um médico disse: 'Conseguimos reanimar seu pai, mas ele teve um forte ataque de coração. Não temos certeza de que vai sobreviver.'


"Daí ele me permitiu ver meu pai, brevemente. As palavras de amor de papai por nossa família me comoveram. Sentindo muita dor, ele disse: 'Filho, eu amo você. Lembre-se sempre de que Jeová é a pessoa mais importante na nossa vida. Nunca deixe de servi-lo, e ajude sua mãe e seus irmãos a jamais pararem de servi-lo. Nós temos uma sólida esperança na ressurreição e, se eu morrer, quero ver todos vocês ao voltar.' Ambos derramávamos lágrimas de amor, angústia e esperança."


Maria, esposa de João, chegou uma hora depois. "Quando entrei na sala de emergências, o médico me disse: 'Seu marido teve um forte ataque cardíaco.' Fiquei entorpecida. Ele explicou que o coração de João havia sido desfibrilado oito vezes. Essa medida de emergência emprega impulsos elétricos para parar os batimentos caóticos do coração e restaurar o ritmo normal. Junto com a RCP, fornecimento de oxigênio e drogas intravenosas, a desfibrilação é um avançado método de salvar vidas.


"Quando vi João, fiquei condoída. Ele estava muito pálido, com o corpo cheio de tubos e cabos conectados a monitores. Orei silenciosamente a Jeová pedindo forças para suportar essa aflição, pensando nos nossos três filhos, e pedi orientação para tomar decisões sábias quanto ao que pudesse acontecer. Ao aproximar-me do leito de João, pensei: 'O que é que se pode dizer a uma pessoa amada numa hora dessas? Estamos realmente preparados para uma situação de risco de vida de tal magnitude?'


"'Querida', disse João, 'você sabe que eu talvez não escape dessa. Mas é importante que você e os meninos permaneçam fiéis a Jeová, porque este sistema em breve acabará e daí não haverá mais doenças nem morte. Quero acordar naquele novo sistema e ver você e os nossos meninos lá.' Lágrimas escorriam pelos nossos rostos."


O médico explica


"Mais tarde, o médico explicou-me em particular que os exames apontavam como causa do ataque cardíaco uma obstrução total na artéria descendente anterior esquerda. Havia obstrução também em outra artéria. O médico disse que eu tinha de tomar uma decisão a respeito do tratamento de João. As opções eram drogas e angioplastia. Ele achava que angioplastia seria melhor, assim, optamos por esta. Mas os médicos não deram certeza de êxito, pois a maioria não sobrevive a esse tipo de ataque cardíaco."


Angioplastia é uma técnica cirúrgica em que uma sonda, com um pequeno balão na extremidade, é introduzida na artéria coronária; o balão é inflado, desobstruindo a artéria. Esse procedimento tem alto índice de sucesso na restauração do fluxo sanguíneo. Quando várias artérias estão seriamente obstruídas, em geral se recomenda a cirurgia de ponte de safena.


Prognóstico sombrio


Depois da angioplastia, a vida de João continuou por um fio, por mais 72 horas. Por fim, seu coração começou a recuperar-se do trauma. Mas ele bombeava com apenas metade de sua capacidade anterior, e boa parte dele se tornara tecido morto. Assim, a possibilidade de João tornar-se cardiopata era quase certa.


Em retrospecto, João admoesta: "Devemos ao nosso Criador, à nossa família, aos nossos irmãos espirituais e a nós mesmos a obrigação de acatar os avisos e cuidar de nossa saúde - em especial se corrermos risco. Podemos, em grande medida, ser causa de felicidade ou de tristeza. Depende de nós."


O caso de João era grave e exigia atenção imediata. Mas nem todo mundo que sente algum tipo de azia precisa ir correndo ao médico. No entanto, o caso dele é um alerta, e os que acham que têm os sintomas devem fazer um exame.


O que se pode fazer para reduzir o risco de ataque cardíaco? O próximo artigo considerará isso.



[Nota(s) de rodapé]


Os nomes nestes artigos foram mudados.



[Quadro na página 6]


Sintomas de ataque cardíaco


• Incômoda sensação de pressão, aperto ou dor no peito que dure mais do que alguns minutos. Pode ser confundida com azia intensa


• Dor que talvez se irradie para o queixo, o pescoço, os ombros, os braços, os cotovelos ou a mão esquerda, ou que se manifeste apenas num desses pontos


• Dor prolongada no abdômen superior


• Falta de ar, tontura, desmaio, muita transpiração, ou suor frio


• Exaustão física, talvez semanas antes do ataque


• Náusea ou vômito


• Freqüentes ataques de angina, não provocados por esforço físico


Os sintomas podem variar de brandos a fortes, e nem todos ocorrem em cada ataque cardíaco. Mas, em caso de combinação desses sintomas, procure ajuda logo. No entanto, há casos sem sintomas; são chamados de ataques cardíacos silenciosos.


[Quadro na página 7]


Medidas de sobrevivência


Se você, ou um conhecido seu, apresentar sintomas de ataque cardíaco:


• Reconheça os sintomas.


• Pare o que estiver fazendo, sente-se ou deite-se.


• Se os sintomas durarem mais de alguns minutos, telefone para uma unidade de emergência. Diga ao plantonista que há suspeita de ataque cardíaco e dê-lhe as informações necessárias para localizar você.


• Leve a vítima a um pronto-socorro você mesmo, se isto for mais rápido. Se a vítima é você, peça a alguém que o leve lá.


Enquanto espera pela equipe médica:


• Afrouxe a roupa apertada, incluindo cinto ou gravata. Coloque a vítima numa posição confortável, com travesseiros para apoiar a cabeça, se necessário.


• Fique calmo, seja você a vítima ou o socorrista. O nervosismo pode aumentar a probabilidade de arritmia, que pode ser fatal. A oração pode ter um forte efeito calmante.


Se a vítima aparentemente parou de respirar:


• Pergunte, em voz alta: "Está me ouvindo?" Se não houver resposta nem pulso, e se a vítima não respirar, comece a ressuscitação cardiopulmonar (RCP).


• Lembre-se dos três passos básicos da RCP:


1. Levante o queixo da vítima, para manter livre a passagem de ar.


2. Com a passagem de ar desobstruída, tape o nariz da vítima e sopre lentamente duas vezes para dentro da boca (respiração boca-a-boca) até elevar um pouco o nível do tórax.


3. Massageie 10 a 15 vezes no meio do tórax, entre os mamilos, para fazer sair o sangue do coração e do tórax. A cada 15 segundos, faça um ciclo de duas respirações boca-a-boca seguidas de 15 massagens, até que o pulso e a respiração retornem, ou chegue a equipe de socorro.


A RCP deve ser feita por alguém treinado para isso. Mas, na falta disso, "qualquer RCP é melhor do que nenhuma", diz o Dr. R. Cummins, diretor de uma unidade de emergência do coração. A menos que alguém inicie esses passos, as chances de sobrevivência são muito remotas. A RCP mantém viva a pessoa até chegar o socorro.

Por que eu desmaio?






O médico queria verificar a pressão no meu olho, um procedimento que envolve tocar no globo ocular com um instrumento. Eu sabia o que ia acontecer. Acontece sempre. O mesmo ocorre comigo quando uma enfermeira usa uma agulha para tirar sangue. Às vezes, só de falar em ferimentos o resultado é o mesmo - eu desmaio.


De acordo com um relatório britânico, cerca de 3% das pessoas costumam desmaiar quando estão numa das situações específicas mencionadas acima. Se você, assim como eu, sofre com esse problema, talvez já tenha tentado, em vão, evitar um desmaio. É possível que tenha ido ao banheiro para não desmaiar em público. Mas essa não é uma boa solução, pois pode desmaiar no caminho e acabar se ferindo. Depois de passar por isso tantas vezes, decidi descobrir o que causa essa reação.


Depois de falar com um médico atencioso e de analisar alguns livros, descobri que se trata de algo chamado reação vasovagal. É considerada uma disfunção de um sistema do corpo que regula a circulação do sangue em situações tais como quando você está sentado e então se levanta.


Em certas situações que talvez envolvam ver sangue ou passar por um exame dos olhos, seu sistema nervoso involuntário reage como se você estivesse deitado, quando na verdade está sentado ou em pé. Primeiro, o coração acelera por causa da ansiedade. Depois, a pulsação diminui de repente e os vasos sanguíneos que vão para as pernas dilatam ou se expandem. Isso faz com que o fluxo sanguíneo em direção às pernas aumente, diminuindo o fluxo que vai para a cabeça. Por falta de oxigênio no cérebro, você acaba desmaiando. Como impedir que isso aconteça?


Você pode desviar o olhar para não ver o sangue que está sendo extraído ou então pode se deitar durante o procedimento. Como já mencionado, quando uma reação vasovagal está prestes a começar, muitas vezes é possível reconhecer os sinais de aviso. Assim, normalmente há tempo para agir antes do desmaio. Muitos médicos recomendam que a pessoa se deite e levante as pernas, apoiando-as numa cadeira ou na parede. Isso impede que o sangue flua em grande quantidade para as pernas, e assim a reação pode ser interrompida. Em poucos minutos é provável que se sinta melhor.


Se essas informações forem úteis para você assim como foram para mim, será capaz de identificar os sinais de uma reação vasovagal quando esta estiver prestes a começar. Daí, poderá agir logo para que ela não ocorra. - Contribuído.



[Nota(s) de rodapé]


"Vasovagal" refere-se à ação que ocorre sobre os vasos sanguíneos de um nervo longo, chamado nervo vago. A palavra latina vagus significa "ambulante".


Considere que maravilha é uma árvore.


PENSE sobre uma árvore, apenas por um instante. Seus ramos fornecem sombra. Seus frutos sustentam a vida. As florestas abrigam criaturas selvagens, impedem enchentes e protegem a terra que produz alimentos.


Realmente, desde a criação da humanidade, os homens têm-se maravilhado diante da força e pacificidade das árvores. A Bíblia se refere aos cedros do Líbano, árvores que atingiam uma altura de 37 metros, e tinham troncos com 12 metros de circunferência. (1 Reis 5:6) Todavia, há árvores ainda bem maiores.


A árvore Banyan (Ficus benghalensis), da Índia, inclui centenas de raízes nutridoras e fixadoras, e pode abranger quase meio hectare de solo. Um cipreste de Montezuma, no estado de Oaxaca, México, tem 35 metros de circunferência e 12 metros de diâmetro. Calculou-se certa vez sua idade como sendo de "10.000 anos". Mas, imagina-se agora que se trata de vários troncos que cresceram juntos, tendo uma idade respeitável, porém mais razoável, de talvez 500 anos.


Entre as árvores elevadas, o eucalipto australiano ergue-se bem alto. Há um século, noticiou-se um que media 132 metros até o ponto em que seu topo tinha sido quebrado. Embora, hoje, duvide-se da exatidão dessa medição, não resta dúvida que os eucaliptos australianos acham-se entre as árvores mais altas do mundo.


Pensa-se que as mais altas das árvores presentemente vivas sejam as sequóias gigantes (Sequoia sempervirens) da costa dos EUA, que atingem excepcional altura nos vales neblinosos da costa do norte da Califórnia, EUA. Colunas aflautadas e sombreadas dessas graciosas árvores erguem-se perfeitamente eretas por até 60 metros antes que os primeiros ramos laterais se estendam para formar alta abóbada verde sobre o solo pacífico da floresta. A mais alta sequóia de que se tem registro, descoberta somente em 1963, ergue-se à altura de 112 metros.


Em notável contraste, há as vizinhas florestas-anãs, em que um adulto pode curvar-se para tocar nos topos de árvores que já cresciam antes que ele nascesse. Ao visitar os majestosos bosques de sequóias, poderá parar para ver a floresta-anã no Parque estadual de "Russian Gulch", a cerca de 193 quilômetros ao norte de São Francisco, EUA. Ali, o solo cerceou o crescimento das árvores a tal ponto que pinheiros e ciprestes de 15 anos só têm de 15 a 25 centímetros de altura. Árvores que se imagina terem um século de idade são menores do que um homem adulto. As árvores mais largas (embora não sejam as mais altas) do mundo se encontram a cerca de 193 quilômetros mais para o interior, situando-se nas Montanhas da Serra Nevada, da Califórnia, EUA.


Que maravilhosas provisões variadas foram incorporadas nas primeiras árvores! O salmista bíblico disse que coisas tais como "árvores frutíferas e todos os cedros" deveriam louvar a Deus. (Sal. 148:7, 9) Nós mesmos fomos criados com a tendência de apreciar o vigor delas Assim, refletir sobre tais maravilhas da criação nos deve tornar ainda mais gratos pela sabedoria de seu grande Criador.

Como posso parar de fumar?

PARAR de fumar é como aprender a andar de bicicleta: raramente a pessoa consegue da primeira vez que tenta. Assim, se você estiver decidido a parar, prepare-se para fazer várias tentativas até conseguir. Não encare recaídas como derrotas. Encare-as como um processo de aprendizado, um pequeno revés num projeto que pode ter um grande êxito. A seguir, algumas sugestões que deram certo para outras pessoas. Talvez funcionem para você também.


Prepare-se mentalmente para parar


■ Primeiro, você precisa se convencer de que vale a pena o esforço de parar. Faça uma lista das suas razões para querer parar, incluindo os benefícios. Depois de parar, recapitule essa lista para fortalecer sua decisão. O desejo de agradar a Deus é o maior motivo para deixar de fumar. A Bíblia diz que temos de amar a Deus com toda a mente, todo o coração, toda a alma e toda a força. Não podemos fazer isso se estivermos viciados em tabaco. - Marcos 12:30.


■ Analise seus hábitos de fumar para descobrir quando e por que você fuma. Talvez ajude se você anotar quando e onde fuma cada cigarro num dia típico. Isso o ajudará a prever situações que talvez o tentem a fumar depois que parar.


Escolha uma data para parar


■ Escolha uma data para deixar de fumar e marque-a no calendário. É melhor escolher um dia em que você não estará sob muita pressão externa. Quando o dia chegar, pare de vez, abrupta e totalmente.


■ Antes da data de parar, livre-se de cinzeiros, fósforos e isqueiros. Lave todas as roupas que têm cheiro de fumaça de cigarro.


■ Peça a ajuda de colegas de trabalho, amigos e parentes para incentivá-lo nos seus esforços de parar. Não tenha receio de pedir a outros que não fumem na sua presença.


■ Planeje atividades para o dia de parar. Poderá ir a algum lugar onde é proibido fumar, como um museu ou teatro. Poderá também se exercitar: nadar, andar de bicicleta ou dar uma longa caminhada.


Como lidar com a síndrome de abstinência


Se você é um fumante inveterado, provavelmente passará por uma síndrome de abstinência, que começa algumas horas depois de você fumar o último cigarro. Entre os sintomas estão irritabilidade, impaciência, hostilidade, ansiedade, depressão, insônia, agitação, aumento do apetite e anseio por cigarro. Talvez seu médico possa lhe prescrever remédios para aliviar os sintomas.


■ Durante as primeiras semanas difíceis, coma alimentos com baixo teor calórico e beba muita água. Alguns descobriram que mastigar vegetais crus, como cenoura e aipo, é de ajuda. Se você se exercitar, evitará ganhar peso e aliviará os nervos.


■ Evite lugares e situações em que você se sentirá tentado a fumar.


■ Lute contra raciocínios errados que poderiam tentá-lo a fumar. Estas são algumas idéias comuns durante o período em que se sentem sintomas de abstinência: 'Vou fumar hoje para me ajudar a enfrentar essa crise.' 'Fumar é meu único vício!' 'O fumo não deve ser tão ruim assim; alguns fumantes inveterados vivem mais de 90 anos.' 'Eu vou acabar morrendo de qualquer maneira.' 'A vida não tem graça sem cigarro.'


■ Se você estiver quase desistindo, adie. Se esperar só uns 10 minutos, a ânsia aguda talvez passe. Às vezes, a idéia de nunca mais fumar pode parecer terrível. Se você se sentir assim, concentre-se em parar só por hoje.


■ Se deseja servir a Deus, ore a ele em busca de ajuda. Nosso Criador amoroso pode dar "ajuda no tempo certo" para aqueles que se esforçam a harmonizar a vida com a vontade Dele. (Hebreus 4:16) Mas não espere um milagre. Você precisa agir em harmonia com suas orações.


Continue sendo um ex-fumante


■ Os primeiros três meses são os mais difíceis, mas mesmo depois disso procure evitar, se possível, ficar na companhia de fumantes e em situações que possam tentá-lo a fumar.


■ Não se engane achando que pode fumar de vez em quando, mesmo que tenha parado há um ano ou mais.


■ Resista à tentação de fumar "só um cigarro". Esse pode levar a outros e logo você terá jogado fora todo o esforço que fez para parar de fumar. Mas se você acabar fraquejando e fumando, não há motivo para fumar mais um cigarro. Se teve uma recaída, pare de novo.


Milhões de fumantes conseguiram parar. Com determinação e persistência, você também pode parar de fumar!

A História da anestesia.


ANTES de 1840, quando um paciente ia para a sala de cirurgia, ele não ficava apreensivo, na verdade ele ficava apavorado. Por quê? Porque ainda não existiam anestésicos. Em seu livro "We Have Conquered Pain" ("Vencemos a Dor"), Dennis Fradin observa: "Era comum os cirurgiões entrarem na sala de cirurgia com uma garrafa de uísque em cada mão - uma para o paciente e a outra para o médico poder suportar os gritos do paciente."


Embriagar o paciente ou deixá-lo drogado!


Médicos, dentistas e pacientes tentaram quase tudo para aliviar a dor da cirurgia. Médicos chineses e indianos usavam maconha e haxixe. O ópio era também amplamente utilizado em diversas partes do mundo, assim como bebidas alcoólicas. Dioscórides, médico grego da antiguidade - pelo que se sabe, o primeiro a usar a palavra "anestesia" - atribuiu poderes anestésicos a poções feitas com mandrágora e vinho. Anos depois, alguns médicos experimentaram até a hipnose.


Ainda assim, isso não era o suficiente para aliviar a dor. Por esse motivo, cirurgiões e dentistas trabalhavam o mais rápido possível; na verdade, eles eram avaliados de acordo com a sua rapidez. Mas mesmo que trabalhassem rápido, o sofrimento ainda era enorme. Por isso, era comum as pessoas preferirem sofrer todos os tipos de padecimentos - de tumores a dentes podres - a ter de enfrentar a agonia duma cirurgia ou a extração dum dente.


Vitríolo doce e gás hilariante


Em 1275, o médico espanhol Raimundo Lúlio - enquanto fazia experiências com produtos químicos - desenvolveu um líquido volátil e inflamável, que chamou de vitríolo doce. No século 16, um médico nascido na Suíça e conhecido como Paracelso fez galinhas inalarem vitríolo doce e percebeu que elas não apenas adormeciam, mas também não sentiam dor. Assim como Lúlio, ele não fez experiências com seres humanos. Em 1730, o químico alemão Frobenius deu a esse líquido o seu nome atual - éter - que em grego significa "celestial". Mas ainda passariam 112 anos até que as propriedades anestésicas do éter fossem plenamente reconhecidas.


Nesse meio-tempo, em 1772, o cientista inglês Joseph Priestley descobriu o gás óxido nitroso. No começo, as pessoas pensavam que esse gás era letal, mesmo em pequenas doses. Mas, em 1799, o químico e inventor britânico Humphry Davy decidiu verificar se isso era verdade testando-o em si próprio e, para sua surpresa, ele descobriu que o óxido nitroso o fazia rir. Foi por isso que o apelidou de gás hilariante. Davy escreveu a respeito das propriedades anestésicas do óxido nitroso, mas ninguém daquela época levou o assunto adiante.


Festas com éter e gás hilariante


O comportamento estranho de Davy quando estava sob a influência do gás hilariante - no qual ficou temporariamente viciado - tornou-se bem conhecido. Logo, tinha-se tornado moda inalá-lo apenas por diversão. Até saltimbancos conseguiam, como parte da apresentação, voluntários para subirem ao palco e esperarem sua vez de inalar o óxido nitroso. O gás descontraía e, pouco depois, o comportamento estranho dos voluntários arrancava gargalhadas do público.


Quase na mesma época, o uso do éter como divertimento também se tornou popular. Certo dia, um jovem médico norte-americano chamado Crawford W. Long percebeu que seus amigos, ao cambalearem por causa do efeito do éter, não sentiam dor quando se machucavam. Ele pensou de imediato na possibilidade de usá-lo em intervenções cirúrgicas. Convenientemente, um aluno chamado James Venable - participante numa dessas "travessuras etéreas" - queria extirpar dois pequenos tumores, mas como temia a dor da cirurgia, sempre adiava a operação. Por isso, Long sugeriu que ele fosse sedado com éter. Venable concordou e, em 30 de março de 1842, fez a cirurgia e não sentiu dor nenhuma. No entanto, Long só anunciou sua descoberta em 1849.


Dentistas também descobrem a anestesia


Em dezembro de 1844, o dentista americano Horace Wells assistia a uma apresentação de saltimbancos quando Gardner Colton fez a demonstração do óxido nitroso. Wells se ofereceu como voluntário para experimentar o gás, mas ficou suficientemente consciente para perceber que quando as pernas de outro voluntário se chocaram com um banco de madeira maciça ele não sentiu dor, mesmo sangrando. Naquela noite, Wells decidiu usar o óxido nitroso nas suas atividades profissionais, mas só depois de testá-lo em si próprio. Ele conseguiu o gás com Colton e pediu para que John Riggs, seu colega de profissão, extraísse um dente de siso, que o estava incomodando muito. A extração foi um sucesso.


Wells decidiu tornar pública a sua descoberta demonstrando-a aos seus colegas. No entanto, ele estava tão nervoso que não administrou gás suficiente, de forma que o paciente gritou quando o dente foi extraído. Na mesma hora, as pessoas na platéia vaiaram, mas deviam ter entrevistado o paciente, porque mais tarde ele confessou a Wells que apesar de ter gritado, ele não havia sentido quase nenhuma dor.


Em 30 de setembro de 1846, o dentista americano William Morton extraiu o dente de um paciente anestesiado com éter - a mesma substância utilizada por Long em 1842 - sem que o paciente sentisse dor alguma. Morton preparou o éter com a ajuda do célebre químico Charles Thomas Jackson. Diferentemente de Long, Morton programou uma demonstração para o público sobre as propriedades anestésicas do éter num paciente que estava sendo operado. Em Boston, Massachusetts, no dia 16 de outubro de 1846, Morton anestesiou o paciente. Daí, um cirurgião - para ser mais exato, o Dr. Warren - fez a retirada de um tumor abaixo da mandíbula do paciente. A operação foi um sucesso e a notícia logo se espalhou em todos os Estados Unidos e na Europa.


Outras descobertas


Em conseqüência dessas emocionantes descobertas, as experiências com diversos gases continuaram. O clorofórmio, descoberto em 1831, foi usado com êxito em 1847 e rapidamente se tornou o anestésico preferido em alguns lugares. Ele era administrado em mulheres na hora do parto - uma delas foi a Rainha Vitória da Inglaterra, em abril de 1853.


Infelizmente, a história da anestesia geral também é marcada por polêmica. Surgiu uma grande controvérsia sobre quem - Long, Wells, Morton, ou Jackson, o célebre químico que ajudou Morton - deveria receber o maior crédito pela descoberta da anestesia (não das substâncias químicas, é claro). Nunca chegou-se a um consenso, mas acalmados os ânimos, muitos reconheceram a contribuição dos quatro homens.


Houve avanços nesse meio-tempo no campo da anestesia regional, que costuma ser chamada de anestesia local. Os anestésicos possibilitam que o paciente continue lúcido enquanto uma parte do seu corpo fica anestesiada ou sem sensibilidade. Hoje em dia, cirurgiões-dentistas normalmente usam anestésicos locais quando tratam dos dentes ou da gengiva e os médicos os utilizam em pequenas cirurgias e ferimentos. Os anestesiologistas fazem uso deles em partos.


Com o tempo, a anestesiologia passou a ser uma especialidade médica separada. Os anestesiologistas modernos participam na preparação do paciente para a cirurgia e utilizam equipamentos sofisticados e anestésicos complexos que são uma mistura de diversas substâncias químicas junto com oxigênio. Na verdade, muitos pacientes talvez nem se dêem conta de que o médico usou gases anestésicos, visto que são administrados em geral apenas depois da primeira anestesia ter sido aplicada por via intravenosa. O anestesiologista também trata da dor pós-operatória.


Então, se um dia você precisar de cirurgia, tente não ficar ansioso demais. Imagine-se deitado numa rústica mesa de cirurgia do século 19. A porta se abre e lá vem o cirurgião com duas garrafas de uísque. Pensando bem, os equipamentos modernos e sofisticados dos anestesiologistas não são tão assustadores, não é mesmo?


ACUPUNTURA - Anestésico do Oriente


A acupuntura é uma antiga terapia chinesa e é considerada como tendo propriedades anestésicas. Os praticantes inserem agulhas em pontos específicos do corpo, muitas vezes bem distantes da área com problema. Já no corpo do paciente, as agulhas podem ser giradas ou conectadas a uma corrente elétrica de baixa voltagem. A Encyclopædia Britannica comenta que a acupuntura "é usada rotineiramente na China como anestésico durante a cirurgia. Visitantes do Ocidente presenciaram intervenções cirúrgicas audaciosas (e que normalmente seriam dolorosas) feitas em chineses plenamente conscientes apenas com anestesia local conseguida por meio da acupuntura".


Apenas um terapeuta habilitado e treinado deve praticar a acupuntura. De acordo com a Encyclopedia Americana, "já aconteceram acidentes graves em que agulhas de acupuntura perfuraram o coração ou os pulmões e podem ocasionar hepatite, infecção local e complicações similares se não forem utilizadas agulhas esterilizadas". É claro que a anestesia geral também tem os seus riscos, assim como as próprias cirurgias - não importando o tipo de anestesia.

Os Dinossauros existiram? O que aconteceu com eles?


A PALEONTOLOGIA é o estudo dos fósseis, e os fósseis são os restos de vida nas eras passadas." Mas, como disse um paleontólogo, é "uma ciência altamente especulativa e opiniática". Isto é evidente no que tange aos dinossauros. Alistando algumas especulações quanto ao que aconteceu com eles, o cientista G. L. Jepson, da Universidade de Princeton, declarou:


"Autores, de variada competência, sugerem que os dinossauros desapareceram porque o clima se deteriorou. . . ou que a dieta se deteriorou. . . . Outros escritores puseram a culpa em doenças, parasitos, . . . mudanças na pressão ou na composição da atmosfera, gases venenosos, pó vulcânico, oxigênio em excesso proveniente das plantas, meteoritos, cometas, esgotamento do pool genético por pequenos mamíferos comedores de ovos, . . . radiação cósmica, mudança dos pólos gravitacionais da Terra, enchentes, deriva continental, . . . drenagem dos meios ambientes pantanosos e lacustres, manchas solares." - The Riddle of the Dinosaur (O Enigma do Dinossauro).


É evidente, à base de tais especulações, que os cientistas não conseguem, com qualquer grau de certeza, responder à pergunta: O que aconteceu com os dinossauros?


Teoria da Extinção Súbita


Uma teoria mais recente foi proposta por uma dupla de pai e filho, Luis e Walter Alvarez. Walter Alvarez descobriu, nos arrabaldes da cidade de Gubbio, na Itália central, uma curiosa e fina camada vermelha de argila, no meio de duas camadas de calcário na formação rochosa. A camada inferior de calcário apresentava uma abundância de fósseis. A camada superior era quase que inteiramente desprovida de fósseis, levando os geólogos a concluir que a vida havia subitamente desaparecido e que a camada fina e vermelha de argila tinha alguma relação com tal extinção.


A análise revelou que a argila era rica em irídio (um metal), sendo 30 vezes mais rica do que a concentração normalmente encontrada nas rochas. Eles sabiam que tais altas concentrações deste elemento raro só poderiam provir do núcleo da Terra ou de fontes externas à Terra. Concluíram que o irídio foi depositado por enorme asteróide que atingiu a Terra, provocando a súbita extinção dos dinossauros.


Depois da descoberta da argila enriquecida de irídio em Gubbio, encontraram-se depósitos similares em outras partes do mundo. Corroborava isto a hipótese do asteróide? Alguns cientistas permanecem cépticos. Mas, como reconhece o livro The Riddle of the Dinosaur, a hipótese Alvarez acrescentou "fermento fresco ao estudo da extinção e da evolução". E o paleontólogo Stephen Jay Gould admite que ela poderia diminuir "a importância da competição entre as espécies".


Admite um redator de assuntos científicos, ao comentar esta nova teoria e a aparentemente súbita extinção dos dinossauros: "Eles poderiam abalar os alicerces da biologia evolucionista e pôr em dúvida o atual conceito da seleção natural."


O cientista David Jablonski, da Universidade do Arizona, EUA, conclui que 'para muitas plantas e animais, a extinção foi abrupta e um tanto especial. As extinções em massa não são meramente os efeitos cumulativos de mortandades graduais. Aconteceu algo incomum'. Sua chegada também se deu de forma abrupta. A revista Scientific American comenta: "O súbito aparecimento de ambas as subordens dos pterossauros sem quaisquer antecedentes óbvios é bem típico dos fósseis." Isso também acontece com os dinossauros. Seu aparecimento e desaparecimento relativamente súbitos contradiz o conceito comumente aceito de evolução lenta.


A Datação dos Dinossauros

Encontram-se regularmente ossos de dinossauros em camadas da Terra inferiores às de ossos humanos, levando muitos a concluir que eles pertencem a um período anterior. Os geólogos chamam a este tempo de era mesozóica e a subdividem nos períodos cretáceo, jurássico e triássico. Os esquemas de tempo usados para tais períodos acham-se na ordem de dezenas de milhões de anos. Mas, será que isto foi confirmado por qualquer grau de certeza?


Um método utilizado para medir a idade dos fósseis é chamado de datação pelo radiocarbono. Este sistema de datação mede a taxa de decomposição do carbono radioativo a partir do momento da morte do organismo. "Uma vez um organismo morra, ele não mais absorve novo bióxido de carbono de seu meio ambiente, e a proporção do isótopo se reduz com o tempo, à medida que ele sofre decomposição radioativa", declara a obra Science and Technology Illustrated (Ciência e Tecnologia Ilustrada).


No entanto, esse sistema apresenta graves problemas. Primeiro, quando o fóssil é considerado como tendo cerca de 50.000 anos, seu nível de radioatividade já se reduziu tanto que há grandes dificuldades em detectá-lo. Em segundo lugar, mesmo em espécimes mais recentes, este nível já se reduziu tanto que ainda é extremamente difícil medi-lo com exatidão. Em terceiro lugar, os cientistas conseguem medir a taxa atual de formação do carbono radioativo, mas não dispõem de meios de medir as concentrações de carbono no passado distante.


Assim, quer utilizem o método do radiocarbono para datar os fósseis, quer usem outros métodos, tais como o do potássio, urânio ou tório radioativos para datação das rochas, os cientistas não conseguem estabelecer os níveis originais desses elementos através das eras. Destarte, o professor de metalurgia Melvin A. Cook comenta: "A pessoa pode apenas adivinhar tais concentrações [de materiais radioativos], e os resultados sobre sua idade, assim obtidos, não podem ser melhores do que tal adivinhação." Isso se dá especialmente quando consideramos que o Dilúvio dos dias de Noé, há mais de 4.300 anos, provocou enormes mudanças na atmosfera e na Terra.


Os geólogos Charles Officer e Charles Drake, da Faculdade Dartmouth, ampliam as dúvidas quanto à exatidão da datação radioativa. Declaram eles: "Concluímos que o irídio e outros elementos associados não foram depositados instantaneamente. . . mas, em vez disso, que houve um intenso e variável influxo destes elementos constituintes durante um intervalo de tempo geológico relativamente curto, da ordem de 10.000 a 100.000 anos." Eles argumentam que a separação e o deslocamento dos continentes perturbou o globo todo, provocando erupções vulcânicas, bloqueando a luz solar e conspurcando a atmosfera. Por certo, tais eventos perturbadores poderiam alterar os níveis de radioatividade, distorcendo assim os resultados dos modernos relógios radioativos.


O Relato de Gênesis e os Dinossauros


Ao passo que o método de datação radioativa é inovador, ainda assim se baseia na especulação e na suposição. Em contraste com isso, o relato da Bíblia, contido no primeiro capítulo de Gênesis, declara com simplicidade a ordem geral da criação. Dá margem a possivelmente bilhões de anos para a formação da Terra e de muitos milênios, em seis eras criativas, ou "dias", de preparação da Terra para a habitação humana.


Alguns dinossauros (e pterossauros) podem deveras ter sido criados na quinta era alistada em Gênesis, quando a Bíblia diz que Deus fez "criaturas voadoras" e "grandes monstros marinhos". Talvez outros tipos de dinossauros fossem criados na sexta época. A ampla gama de dinossauros, com seu enorme apetite, teria sido apropriada, considerando-se a abundante vegetação que, evidentemente, existia em seu tempo. - Gênesis 1:20-24.


Quando os dinossauros tinham cumprido seu propósito, Deus pôs fim à vida deles. Mas a Bíblia silencia sobre como ele fez isso, ou quando. Podemos estar seguros de que os dinossauros foram criados por Jeová com um propósito, mesmo que, na atualidade, não entendamos plenamente esse propósito. Não eram nenhum engano, nenhum produto da evolução. Surgirem eles repentinamente nos fósseis, sem terem ligação alguma com quaisquer antecessores fósseis, e desaparecerem também sem deixar elos fósseis de ligação, é evidência contrária ao conceito de que tais animais evoluíram gradualmente no decorrer de milhões de anos. Assim, os fósseis não apóiam a teoria da evolução. Em vez disso, eles se harmonizam com o conceito da Bíblia sobre os atos criativos de Deus.

Como Lidar com os distúrbios cardíacos?

COM muita freqüência, ouvimos falar de parentes, amigos e conhecidos que sofreram um ataque cardíaco. Apenas nos Estados Unidos, os ataques cardíacos matam cerca de 650.000 pessoas por ano, mais de uma pessoa por minuto. Cerca de 350.000 morrem antes de chegarem ao hospital. Mas isso também aflige pessoas em outros países. Quase a metade dos homens, nos países ocidentais, bem como muitas mulheres, morrem desta única doença — o ataque cardíaco!
O que é especialmente atemorizante é que tantas destas vítimas são jovens — com seus 30, 40 e 50 e poucos anos. Não raro seu coração é essencialmente saudável. Por que morrem? Qual é o problema?
Fonte do Problema
A fonte do problema é a falta de irrigação sangüínea do músculo cardíaco. ‘Mas como isto é possível?’, talvez pergunte. ‘Não está o coração literalmente banhado de sangue? Não passam por ele, diariamente, toneladas de sangue?’
Isto é verdade. Assim, para compreender a natureza do problema, temos de saber um pouco sobre como o coração funciona. Trata-se de um músculo oco, que possui quatro câmaras, a aurícula direita e o ventrículo direito, e a aurícula esquerda e o ventrículo esquerdo. O sangue oxigenado dos pulmões flui para a aurícula esquerda, enquanto a aurícula direita se enche de sangue carregado de bióxido de carbono do corpo. Quando as aurículas se contraem, o sangue é impulsionado através de válvulas para os ventrículos. Daí, ocorre a principal ação bombeadora do coração. Os ventrículos forçosamente se contraem, enviando simultaneamente o sangue oxigenado às várias partes do corpo por meio da aorta, e o sangue carente de oxigênio aos pulmões, por meio da artéria pulmonar.
Enquanto o sangue percorre tais câmaras, o próprio músculo cardíaco não se beneficia deste fluido sustentador da vida. Pode-se fazer uma comparação com um caminhão-tanque de gasolina. O caminhão não deriva sua energia da gasolina que transporta para um freguês. Antes, é movido pelo combustível que obtém quando pára nos postos de gasolina. Tal combustível é canalizado através das linhas de alimentação do combustível até o motor do caminhão.
Similarmente, não é o sangue que atravessa as câmaras cardíacas que supre nutrição ao coração. Não; ao invés, porém, é o sangue bombeado para fora do coração que é recebido de novo, por outro caminho, que alimenta o coração. A chave do problema dos ataques cardíacos reside nestas ‘linhas de alimentação do combustível’, ou pelas vias de irrigação sangüínea do coração.
O sangue que deixa o coração é bombeado na enorme artéria do corpo, a aorta. No entanto, quase que de imediato, grande parte deste sangue é canalizado para as duas artérias coronárias. Desta forma, leva-se oxigênio e os nutrientes químicos a todas as partes deste importantíssimo músculo do corpo. O que acontece, porém, se existir interferência no fluxo sangüíneo através das artérias coronárias?
Bloqueio das Artérias Coronárias
Pode-se ilustrar isto pelo que acontece quando grande dose de ferrugem se acumula num cano d’água. Quando se bombeia água por tal cano, o fluxo é restringido. Assim, o que acontece quando se precisa de grande quantidade de água, num curto período de tempo? A bomba que lança tal água poderá funcionar mal sob a tensão extra, e quebrar-se.
Isto lhe dá uma idéia do que ocorre dentro do coração de milhões de pessoas hoje em dia. As artérias coronárias são estreitadas por um acúmulo de placas gordurosas. Este quadro clínico é chamado aterosclerose. O que acontece, então, quando o coração necessita de mais sangue para satisfazer alguma emergência física ou emocional?
Até mesmo quando pequena parte do coração se vê temporariamente privada de sangue, os impulsos elétricos ficam um tanto perturbados, transtornando a freqüência dos batimentos. O coração então passa ao que é chamado de fibrilação ventricular — uma arritmia incomum e grave em que se contorce caoticamente e de forma ineficaz, e pára de bater por falta de impulso. A morte se segue em questão de minutos, a menos que se restaure o bombeamento.
Similarmente, os ataques cardíacos são amiúde provocados por um coágulo, ou trombo, duma artéria coronária. A aterosclerose não causa o estreitamento uniforme dos vasos. Antes, um acúmulo de placas ou ateromas ocorre de forma intermitente ao longo do vaso sangüíneo, ao passo que o diâmetro do restante do vaso poderá ser normal. Assim, o trombo ocorre numa parte estreitada do vaso, bloqueando o fluxo sangüíneo para uma parte do músculo cardíaco. Este bloqueamento dum vaso sangüíneo no coração é chamado de trombose coronária, ou oclusão coronária. Menciona-se o resultado do bloqueio como um infarto do miocárdio — um ataque cardíaco.
Como poderá dizer quando uma pessoa está sofrendo um ataque cardíaco?
Sintomas
Muitos ataques cardíacos são difíceis de reconhecer. Com efeito, os cardiologistas calculam que, talvez, 20 por cento dos ataques iniciais ocorram sem qualquer consciência das vítimas. Isto poderá acontecer porque um vaso sangüíneo do coração sofre bloqueio gradual por um período de semanas ou meses, ao invés de abruptamente.
Daí, então, os sintomas podem simplesmente não ser reconhecidos como dum ataque cardíaco. Podem ser confundidos, por exemplo, como grave crise de indigestão. Também, poderão ocorrer vômitos, junto com fadiga e palidez. Outros sinais podem ser suores e falta de fôlego. O sintoma mais comum dum ataque cardíaco, contudo, é a pressão desconfortável, sensação de aperto ou plenitude do peito. Ou poderá ser cruciante dor no peito, que é um sinal quase que seguro dum ataque cardíaco.
Em muitos casos, as pessoas conseguem ter uma vida longa e plena depois dum ataque cardíaco, talvez sem jamais compreenderem que tiveram um. Por outro lado, até mesmo um ataque brando que causa danos mínimos ao coração pode precipitar a fibrilação ventricular, e a vítima pode ficar inconsciente e morrer em questão de minutos. Mas, poderia salvar tal vítima, se soubesse como fazê-lo.
Salvar Vítimas de Ataques Cardíacos
Muitas pessoas cujo coração já parou por até cinco minutos, mais ou menos, agora são fisicamente aptas e conseguem fazer todas as coisas que faziam antes do seu ataque cardíaco. Pronta ação por parte de pessoas próximas as salvaram. Estas sabiam o que fazer. Saberia o leitor? Poderia salvar uma vida?
Não é tão difícil como talvez pense. Em alguns lugares, muitos do público em geral estão aprendendo a técnica muito eficaz para salvar vidas chamada ressuscitação cardiopulmonar, abreviada RCP. É uma combinação da massagem cardíaca externa e da respiração artificial. Caso tenha oportunidade, seria ótimo fazer um curso sobre tal processo. No entanto, por considerar cuidadosamente as orientações aqui providas, poderá ser capaz de salvar a vida duma vítima dum ataque cardíaco — talvez alguém a quem ame ternamente.
Se encontrar alguém que sofreu um colapso, há certos passos preliminares que deve dar antes de iniciar a RCP. Mas deve agir prontamente, porque a pessoa inconsciente só poderá viver por cerca de quatro a seis minutos sem respirar.
Primeiro, deve determinar se a pessoa está realmente inconsciente. Poderia ser embaraçoso iniciar os processos de salvar a vida de alguém que está apenas dormindo! Assim, sacuda brandamente o ombro da pessoa e pergunte: “Está bem?” Se não lhe responder, verifique se está respirando, visto que talvez tenha apenas desmaiado. Faça isto por colocar sua orelha próximo da boca da pessoa, com seu rosto virado para o peito dela. Se estiver respirando, deve poder sentir o fôlego dela em sua orelha, e, talvez, observar os movimentos do tórax dela.
Caso não haja indícios de respiração, é importante abrir sua passagem aérea. Às vezes, a língua duma pessoa inconsciente se retrai para a garganta, fechando esta passagem vital de ar para os pulmões. Abrir a passagem de ar para os pulmões talvez seja tudo o que é preciso para restaurar a respiração, e isto usualmente não é difícil.
Com a pessoa inconsciente deitada de costas, use uma das mãos para erguer brandamente a parte de trás do pescoço dela. Isto fará com que a cabeça caia para trás, alongando o pescoço. Coloque sua outra mão sobre a testa da pessoa e mova a cabeça dela o máximo para trás, até que não possa ir mais além. Talvez fique surpreso de ver até que ponto a cabeça recuará, sendo plenamente estendida. Tendo feito isto, o queixo está apontando quase que diretamente para o alto, com o cocuruto repousando no chão. Nesta posição, a mandíbula e a língua são forçadas para a frente e a passagem de ar na garganta é desimpedida.
Se esta rápida desobstrução da passagem de ar não restaurar a respiração, inicie de imediato a respiração ou ventilação artificial. Usando a mão que está sobre a testa da vítima, oblitere o nariz da vítima, enquanto que, ao mesmo tempo, mantém a palma da mão no lugar para ajudar a conservar a cabeça inclinada. Conserve sua outra mão sob o pescoço da vítima (ou sob seu queixo), erguendo-o. Daí, abra inteiramente a boca e a coloque diretamente sobre a boca da vítima, fazendo quatro insuflações rápidas e completas, em rápida sucessão. Notará o peito da pessoa subir, ao se expandirem seus pulmões.
Em seguida, tome rapidamente o pulso da vítima, que lhe dirá se o coração dela está batendo. O melhor lugar para localizar o pulso é a artéria carótida, a principal artéria do pescoço. Para achá-la, retire sua mão da base do pescoço e faça seu indicador e dedos médios deslizarem até o sulco ao lado da laringe. Se não houver pulsação, o coração parou e, em adição à respiração artificial, é preciso também fazer a circulação artificial, para salvar a vítima.
A circulação artificial é realizada pela massagem cardíaca externa. Trata-se dum processo relativamente simples de comprimir o tórax. Tais compressões realmente obrigam o coração a bombear sangue. Isto não raro move o coração a começar a bater de novo por si mesmo. Mas, naturalmente, é preciso continuar a suprir-lhe oxigênio, visto que o sangue circulante é inútil se não estiver recebendo oxigênio dos pulmões.
Assim, o que o socorrista precisa fazer é restaurar as funções vitais da respiração para a vítima e, ao mesmo tempo, obrigar o coração dela a bombear seu sangue. Mesmo que o coração não comece a bater por si só se mantiver a RCP até que cheguem os socorros médicos, a vítima poderá ser salva. Já houve casos em que a respiração e o bombeamento de sangue foi feito artificialmente durante horas, antes que o próprio sistema da vítima fosse movido a reassumir tais funções.
Cuidados Preventivos
Além de estar preparados para ajudar vítimas de ataques cardíacos, o que mais podemos fazer? Pode-se impedir o acúmulo de placas nas artérias — a principal causa dos ataques cardíacos — ou pelo menos reduzi-lo?
Concorda-se, em geral, que o colesterol e as gorduras (glicérides) estão um tanto envolvidos no acúmulo de tais placas. Assim, não só faz sentido cuidar de nosso regime alimentar e evitar ficar com excesso de peso, visto que a gordura visível provavelmente significa que dentro de nosso corpo há acúmulo de placas adiposas nas artérias, estreitando-as perigosamente. Talvez também seja aconselhável limitar ou excluir a ingestão de alimentos fritos profundamente em gordura animal. Ao mesmo tempo, ingira generosa dose de nutritivas hortaliças, frutas, melões e cereais.
O modo hodierno de vida, veloz e gerador de tensões, também, parece ser outro fator que acentua o acúmulo de placas adiposas nas artérias. Assim, visto que os que se esforçam por demais incessantemente em fazer muita coisa em pouquíssimo espaço de tempo predispõem-se a ataques cardíacos, desejará evitar este senso contínuo de pressa.
Exercitar-se suficientemente é também um meio importante de contrabalançar os possíveis efeitos desastrosos do acúmulo de placas adiposas em nossas artérias. Com efeito, o Dr. Wilhelm Raab, como diretor das Pesquisas Cardiovasculares na Universidade de Vermont, EUA, disse: “A falta de exercício é uma das causas principais da doença coronária.” Por que isto se dá?
O coração é, como bem sabemos, um músculo, e os músculos perdem seu tônus quando não são exercitados suficientemente. Com efeito, o inteiro sistema circulatório é adversamente atingido. As artérias que suprem sangue aos nossos músculos se tornam mais estreitas, e muitos vasos menores até mesmo desaparecem. Por outro lado, o exercício regular faz com que nossas artérias se alarguem, de modo a poderem transportar mais sangue. Também, surgem muito mais vasos sangüíneos no tecido muscular, fornecendo novas vias para o transporte de mais oxigênio, assim minimizando a possibilidade dum ataque cardíaco.
A atividade física regular, também, fortalece o bombeamento por parte de nosso coração. Como resultado, são necessários menos batimentos para realizar a mesma quantidade de trabalho. Assim, um coração fisicamente apto não tem de fazer esforço excessivo para enfrentar uma emergência como o coração não condicionado. Assim, para proteger seu coração, tenha por hábito exercitar-se regularmente. Disse certo médico: “Caminhadas vigorosas, se praticadas desde a juventude, reduziriam por si só drasticamente, as deficiências e as mortes precoces devidas à doença coronária.”
Mas, nem todos os distúrbios cardíacos são provocados pelo acúmulo de depósitos gordurosos que estreitam a parte interna das artérias coronárias. Uma disfunção do sistema elétrico do coração é a fonte de alguns distúrbios cardíacos.
Bloqueio Cardíaco
Conforme indicado anteriormente, o coração possui um sistema complexo de células especializadas que iniciam e conduzem os impulsos elétricos por todo o coração para promover seus batimentos rítmicos. Um bloqueio cardíaco é uma anormalidade na transmissão destes impulsos elétricos. Os impulsos não prosseguem em seu passo correto, e o bombeamento do coração é adversamente atingido.
Há diferentes graus de bloqueio cardíaco. Um bloqueio parcial talvez envolva apenas uma demora na transmissão dos impulsos, e talvez não resulte em qualquer anormalidade significativa da função cardíaca. Mas tal distúrbio pode ser grave. Os impulsos dos átrios (ou aurículas) até os ventrículos podem ser completamente bloqueados, e, assim, as câmaras do coração batem independentemente uma da outra. O resultado são batimentos cardíacos ineficazes que deixam de prover a adequada irrigação sangüínea. Se o bloqueio cardíaco persistir, e for grande demais a deficiência da irrigação sangüínea, a pessoa poderá morrer.
Atualmente, contudo, há milhares de pessoas que provavelmente já teriam morrido, há alguns anos, mas que ainda estão vivas, e levam vidas praticamente normais. Isto se deve ao desenvolvimento de marcapassos cardíacos artificiais. O primeiro destes foi implantado em pacientes por volta de 1960. Provaram-se tão bem sucedidos que, literalmente, centenas de milhares de pessoas, hoje em dia, estão andando por aí com marcapassos em seu corpo. Achará a seguinte história, sobre as tremendas mudanças que um marcapasso propiciou à vida de certo homem, tanto informativa como acalentadora.
[Nota(s) de rodapé]
“Mio” refere-se ao músculo, “cárdio”, ao coração e “infarto” significa a área de tecido morto ou necrosado, por causa da irrigação sangüínea interrompida.
Exatamente como deve ser feita a RCP? Um opúsculo da Associação Americana de Cardiologia fornece as seguintes orientações concisas:
“Ajoelhe-se junto à vítima perto de seu tórax. Localize a parte inferior do esterno [o osso dianteiro do tórax da vítima]. . . . Coloque a metade próxima de uma das mãos cerca de 2,5 a 4 centímetros afastada [isto é, acima] dessa ponta. Coloque sua outra mão em cima daquela que está em tal posição. Certifique-se de manter seus dedos afastados da parede torácica. Poderá achar mais fácil fazer isso se entrecruzar os dedos.
“Lance o peso dos seus ombros diretamente sobre o esterno da vítima, ao comprimi-lo para baixo, mantendo retos os seus braços. Comprima o esterno cerca de 4 a 5 centímetros para uma vítima adulta. A descompressão deve ser seguida imediatamente pela compressão, e ter igual duração. Um movimento rítmico, oscilante, ajuda a assegurar a duração correta do ciclo de descompressão. Lembre-se, não remova as mãos do esterno da vítima enquanto permite que o peito volte à sua posição normal entre as compressões.
“Se for o único socorrista, terá de prover tanto a respiração de socorro como a compressão cardíaca. A freqüência correta é de 15 compressões do peito para 2 rápidas insuflações. Precisa realizar a compressão na freqüência de 80 vezes por minuto quando está trabalhando sozinho, visto que perderá compressões quando tomar o tempo para entremeá-las com tais insuflações.
“Quando há outro socorrista para ajudá-lo, coloquem-se em lados opostos da vítima. Um de vocês deve ser responsável por fazer uma insuflação após cada quinta compressão do peito. O outro socorrista, que comprime o peito, deve usar uma freqüência de 60 compressões por minuto.”

De que é formada uma estrela?

Uma estrela é um corpo celeste luminoso formado de plasma. Como uma estrela possui sempre muita massa, sua gravidade a comprime, criando enormes pressões (e consequentemente muito calor) no seu interior, o que produz a fusão nuclear. A fusão nuclear gera a energia que mantém a expansão necessária para equilibrar sua compressão gravitacional. Assim, as estrelas estão sempre se contraindo pela gravidade e se expandindo pelas reações nucleares ao mesmo tempo, criando um equilíbrio. A energia gerada é emitida no espaço sob a forma de radiação electromagnética (da qual uma pequena parte é a luz visível), vento estelar, neutrinos e outras formas de radiação. A estrela mais próxima da Terra — depois do Sol, a principal responsável por sua iluminação — é Próxima Centauri, que fica a 40 trilhões de quilômetros, ou 4,2 anos-luz.

A energia emitida por uma estrela está associada a sua pressão e temperatura interna, que possibilita um ambiente adequado à fusão nuclear, que produz muita energia, unindo os núcleos de átomos mais leves para formar átomos mais pesados, esse processo ocorre principalmente na fusão do Hidrogênio para gerar Hélio. Tanto mais massa a estrela possui, mais capacidade ela tem de gerar átomos mais pesados pela fusão nuclear, porém, alguns átomos muito pesados não podem ser criados nas estrelas, sendo necessário outros processos aonde haja maiores temperaturas (como explosões de Supernovas). Uma estrela tem de ter uma massa acima de um determinado valor crítico (aproximadamente 81 vezes a massa de Júpiter) para que a pressão interior seja suficiente para ocorrerem reações nucleares de fusão no seu interior. Corpos que não atingem esse limite, mas que ainda assim irradiam energia por compressão gravitacional chamam-se anãs castanhas (ou anã marrom) e são um tipo de corpo celeste na fronteira entre as estrelas e os planetas, como gigantes gasosos. O limite superior de massa possível para uma estrela depende do limite de Eddington.

A maior fração dos elementos mais pesados que o hidrogênio ou hélio no universo como o ferro, níquel ou outros metais foram gerados a partir da fusão termonuclear nos núcleos estelares. Elementos cada vez mais pesados gerados nos núcleos com a escassez de elementos leves possuem menor eficiência energética a partir de sua fusão — um ciclo de transições de elementos que eventualmente leva à morte da estrela. Uma estrela em seu fim pode ter diversos destinos dependendo de suas características, como dar origem a uma gigantesca explosão, as supernovas, nesta explosão ocorrem reacções nucleares e ocorre a formação dos elementos com número atómico superior ao do ferro, entrar em colapso podendo dar origem a uma Estrela de nêutrons, um Buraco Negro ou uma anã branca.

As estrelas menores que o Sol têm menor temperatura e seu brilho é alaranjado ou avermelhado. Assim como o Sol têm temperatura média e o seu brilho é amarelado. E as maiores têm maior temperatura e um brilho branco-azulado.

As estrelas visíveis aparecem como pontos brilhantes e cintilantes (por causa de distorção óptica causada pela atmosfera) no céu noturno, à exceção do Sol que devido a sua proximidade é visto como um disco e é o responsável pela luz do dia. O uso comum da palavra estrela nem sempre reflete o verdadeiro objeto astronômico: todos os pontos cintilantes no céu são frequentemente chamados de estrelas, apesar de poderem ser planetas visíveis, meteoros (estrelas cadentes), galáxias, nebulosas, cometas ou até mesmo um sistema binário formado por duas estrelas, como é o caso de Alpha Crux, que constitui a extremidade mais brilhante do Cruzeiro do Sul (ou Crux).

O Perfil do Crime


“O CRIME poderia ser contido da noite para o dia se todos se empenhassem nesse sentido”, disse um ex-chefe da Polícia Metropolitana, citado no jornal inglês Liverpool Daily Post. De fato, se todos obedecessem à lei, o crime desapareceria.
No entanto, na maioria dos lugares, o crime aumenta. Palavras proferidas milhares de anos atrás têm validade hoje: “A terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência.” (Gênesis 6:11) — Veja o quadro na página ao lado.
O crime começa pequeno
Violar a lei em coisas pequenas pode levar à violação em coisas maiores. Para passar isso aos seus alunos, certa professora explicou: “Assaltantes de banco começam furtando lápis na escola.”
Mais tarde, o que acontece com freqüência nos locais de trabalho? As pessoas faltam ao serviço alegando doença e recebem os benefícios aos quais não têm direito. Essa desonestidade é mais comum do que talvez se imagine. Na Alemanha, por exemplo, 6% dos dias em que os trabalhadores dizem estar doentes caem nas quartas-feiras, 10% nas terças e 16% nas quintas. Mas daí sobem para 31% nas segundas e 37% nas sextas! Será que as pessoas realmente adoecem mais nas segundas e sextas, ou será apenas mais uma forma de roubo?
Quem são os criminosos?
Naturalmente, os crimes praticados por pessoas comuns em geral não têm a mesma repercussão que os praticados por autoridades. No início dos anos 70, os Estados Unidos foram sacudidos por um crime político tão grave que o nome relacionado com ele até passou a fazer parte da língua inglesa.
“Watergate”, segundo o Barnhart Dictionary of New English, significa “escândalo, especialmente quando envolve tentativa de encobrir informações comprometedoras ou atividades ilegais”. E acrescenta: “O caso Watergate deixou uma marca profunda na língua [inglesa] dos anos 70.” Daí explica que essa palavra deu origem a várias outras, e que o acréscimo de gate a uma palavra-chave é usado para denotar escândalo ou corrupção.
Desde então, muitos “watergates” têm demonstrado que o crime é comum, mesmo entre os que deviam ser exemplares no cumprimento da lei. No Japão, a corrupção política tornou-se tão generalizada que no início dos anos 90 foi preciso criar novas leis para combatê-la. Em 1992, o presidente do Brasil foi afastado do cargo sob acusações de corrupção.
Não é óbvio que as transgressões dos que têm autoridade, incluindo pais, professores e policiais, contribuem para a atividade criminosa das massas?
Boas intenções só não bastam
A maioria das pessoas concordaria que os governos gostariam de acabar com o crime. Mas, certa autoridade aposentada disse sobre seu país: “O governo tem feito muito pouco para tornar a máquina da justiça mais rápida e mais eficiente. Faltam juízes, de modo que os poucos que temos estão sobrecarregados. A força policial está desfalcada e mal-equipada. Muitos policiais não são pagos em dia, o que lhes torna muito tentador aceitar subornos.”
A revista italiana La Civiltà Cattolica lamenta “a impotência do Estado diante do crime organizado”, e observa: “Reconhece-se o empenho das forças de repressão e do judiciário na luta contra a criminalidade, mas é evidente que isso não abala em nada o crime organizado; ao contrário, a sua força e o seu poder aumentam.”
É óbvio que não bastam apenas as boas intenções dos governos no combate ao crime. Anita Gradin, representante européia para assuntos de imigração e judiciais, disse acertadamente: “Precisamos de métodos de trabalho melhores e mais eficazes para cooperação na luta contra o contrabando e tráfico de drogas, a entrada clandestina de seres humanos nos países e a imigração ilegal, o crime organizado, a fraude e a corrupção.”
Quanto se esforçam as autoridades?
Alguns questionam o grau de empenho das autoridades no combate ao crime. Um ex-inspetor-geral de polícia de certo país diz que todo mundo, pelo menos publicamente, “condena a corrupção e os crimes financeiros”. No entanto, diz ele, nem todos desejam realmente erradicar o crime e a corrupção. Cada vez mais pessoas — incluindo autoridades — aparentemente acham que o suborno, a fraude e o furto são meios aceitáveis de progredir na vida.
O fato de que muitos “que cometem crimes ficam impunes”, como se expressou certa autoridade alfandegária, é sem dúvida uma razão para o aumento no crime. Por exemplo, uma publicação russa fala da “facilidade com que os criminosos escapam impunes”. Isso, complementa a publicação, “parece inspirar os cidadãos comuns a cometer os crimes mais brutais”. É exatamente como declarou um escritor bíblico, uns 3.000 anos atrás: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” — Eclesiastes 8:11.
Não é exagero dizer que os governos travam uma batalha perdida contra o crime. O jornal alemão Rheinischer Merkur comenta: “O medo público do aumento de crimes violentos é profundo, e nem a costumeira briga político-partidária, nem as estatísticas que sugerem que a situação não é tão grave como parece, conseguem amenizá-lo.”
Em vez de a questão do crime ser menos grave do que parece, o mais provável é o contrário. No entanto, há margem para otimismo. Aproxima-se um mundo sem crime, e você talvez ainda o alcance em vida. Preencha o formulário no começo deste site para entender o precisa fazer para sobreviver a destruição que se aproxima.

Água de torneira: os ríscos de bebe-la sem filtragem

Muitas cidades obedecem as normas de seus governos ou as Diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativas à Qualidade da Água Potável, mas isso não significa que a água que sai da sua torneira é pura. Desinfetantes e outros produtos químicos são adicionados para matar todos os germes que possam estar presentes no abastecimento de água, mas eles podem fazer com que a água da torneira tenha cheiro e gosto desagradáveis. Os desinfetantes também deixam derivantes indesejáveis na água da torneira, que podem ser prejudiciais à saúde. Canos subterrâneos e tanques de água corroídos ou sujos também podem afetar a qualidade da água que sai da sua torneira.

A água que bebemos pode até parecer pura, mas, examinando-a com cuidado, você pode descobrir convidados indesejáveis dentro dela. Não podemos vê-los. Não podemos sentir seu cheiro. Algumas vezes, nem podemos senti-los. Mas eles estão lá. Sem uma filtragem apropriada da água, você pode estar colocando a saúde da sua família em risco.

Veja abaixo o que normalmente aparece na água de torneira e o que é possível fazer para garantir que a água que você bebe é realmente pura.

Cloro: Um tipo de desinfetante adicionado para controlar microorganismos, como bactérias e vírus. Ele pode afetar o gosto e o odor da água, além de trazer elementos perigosos e causadores de infecção.

Metais Pesados: Podem penetrar na água através dos canos que entram na sua casa ou de fontes de água contaminada, como rios poluídos por descardas de fábricas irresponsáveis. A exposição excessiva ao chumbo é perigosa, especialmente para crianças e bebês.

Vírus: Podem aparecer na água exposta ao meio ambiente, seja através de sistemas inadequados de encanamento ou do armazenamento em reservatórios abertos. A água turva rica em sedimentos também pode conter vírus. Podem causar diarreia, cólicas estomacais, giardíase, hepatite, icterícia, febre tifoide e disenteria.

Compostos orgânicos Voláteis: Em sua maioria, os compostos orgânicos voláteis (COV) são agentes poluidores industriais feitos pelo homem, que invadem as fontes de água a partir da descarga de fábricas ou de instalações químicas. Os efeitos potenciais sobre a saúde incluem aumento do risco de câncer e problemas no sistema imunológico.

Cistos e Algas: A água armazenada em ambientes abertos (como caixas d’água) também pode ser utilizada por pequenos animais, como pássaros e ratos. Dessa forma, cistos e algas entram na sua água potável e fazem você ficar doente.

DBPs: São infecções derivadas de produtos, e resultam da interação entre os compostos orgânicos voláteis (VOCs) e desinfetantes químicos como cloro. Suspeita-se que os DBPs sejam carcinogênicos.

Resíduos de Medicamentos: Os medicamentos pelos seres humanos e animais penetram no sistema de esgoto através de matéria fecal e urina. Tratamamentos sanitários inadequados poluem fontes de água como rios, contaminando sua água e fazendo você ficar doente.

Pesticidas: Utilizados por fazendeiros para proteger as colheitas, os pesticídas penetram nas fontes de água da chuva, como nos rios. Os poluentes agrícolas podem causar vários problemas de saúde.

Bactérias: Podem aparecer na água exposta ao meio ambiente, seja através de sistemas inadequados de encanamento ou do armazenamento em reservatórios abertos. Sabe-se que causa diarreia, cólicas estomacais, giardíase, hepatite, icterícia, febre tifoide e disenteria.

A história do islamismo (Muçulmanos)

“EM NOME de Deus [Alá], Clemente, Misericordioso.” Esta frase traduz o texto árabe acima, do Qur’ān (Alcorão). E continua: “Louvado seja Deus, Senhor do Universo, Clemente, Misericordioso. Soberano do Dia do Juízo. Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! Guia-nos à senda reta, À senda dos que agraciaste, não à dos abominados nem à dos extraviados.” — Qur’ān, surata 1:1-7.
2 Tais palavras formam a Alfátiha (“A Abertura”), o primeiro capítulo, ou surata, do livro sagrado dos muçulmanos, o Sagrado Qur’ān, Corão, ou Alcorão. Visto que mais de uma de cada seis pessoas no mundo é muçulmana, e considerando que os muçulmanos devotos repetem esses versículos pelo menos cinco vezes em suas orações diárias, estas devem estar entre as palavras mais recitadas na terra.
3 Segundo certa fonte, há mais de 900 milhões de muçulmanos no mundo, o que faz com que, numericamente, o islamismo seja menor apenas do que a Igreja Católica Romana. Dentre as religiões principais é talvez a que aumenta mais rapidamente no mundo, com movimento muçulmano em expansão na África e no mundo ocidental.
4 O nome islã (ou islame) é expressivo para o muçulmano, pois significa “submissão”, “rendição” ou “entrega” a Alá, e, segundo certo historiador, “expressa a mais íntima atitude dos que abraçaram a pregação de Maomé”. “Muçulmano” significa ‘aquele que faz ou pratica o islã’.
5 Os muçulmanos crêem que a sua fé é a culminação das revelações dadas aos fiéis hebreus e cristãos do passado. Contudo, seus ensinamentos divergem da Bíblia em alguns pontos, embora citem tanto das Escrituras Hebraicas como das Gregas no Qur’ān. (Veja quadro, página 285.) Para melhor entender a fé muçulmana, temos de saber como, onde e quando essa religião começou.
A Chamada de Maomé
6 Maomé nasceu em Meca (árabe, Makkah), Arábia Saudita, por volta de 570 EC. Seu pai, Abdalá, morreu antes de Maomé nascer. Sua mãe, Amina, morreu quando ele tinha cerca de seis anos. Naquele tempo, os árabes praticavam uma forma de adoração de Alá centralizada no vale de Meca, no local sagrado da Caaba, um edifício simples em forma de cubo, onde se reverenciava um meteorito negro. Segundo a tradição islâmica, “a Caaba foi originalmente construída por Adão segundo um protótipo celestial e depois do Dilúvio reconstruída por Abraão e Ismael”. (História dos Árabes, de Philip K. Hitti, em inglês) Tornou-se santuário de 360 ídolos, um para cada dia do ano lunar.
7 À medida que crescia, Maomé passou a questionar as práticas religiosas de seus dias. John Noss, em seu livro Man’s Religions (As Religiões do Homem), declara: “[Maomé] incomodava-se com as incessantes rixas por causa de confessos interesses de religião e honra entre os chefes coraixitas [Maomé era dessa tribo]. Mais forte ainda era o seu descontentamento com os grotescos remanescentes na religião árabe, o politeísmo e o animismo idólatras, a imoralidade nas assembléias e quermesses religiosas, a bebedeira, a jogatina e as danças que estavam na moda, e o sepultamento em vida de bebês do sexo feminino indesejados, praticado não apenas em Meca mas em toda a Arábia.” — Surata 6:137.
8 A chamada de Maomé para ser profeta ocorreu quando ele beirava os 40 anos de idade. Ele costumava ir sozinho a uma caverna próxima, chamada Gar Hira, para meditar, e afirmou que foi numa dessas ocasiões que recebeu a chamada para ser profeta. Diz a tradição muçulmana que, estando lá, um anjo, mais tarde identificado como Gabriel, ordenou-lhe que recitasse em nome de Alá. Maomé não obedeceu, de modo que o anjo ‘agarrou-o e comprimiu-o tanto que Maomé não pôde suportar’. Daí o anjo repetiu a ordem. Novamente, Maomé não reagiu, de modo que o anjo ‘sufocou-o’ novamente. Isto ocorreu três vezes, depois do que Maomé começou a recitar o que veio a ser encarado como primeira duma série de revelações que constituem o Qur’ān. Segundo outra tradição, a inspiração divina foi revelada a Maomé em forma do soar duma campainha. — O Livro de Revelação, de Sahih Al-Bukhari (em inglês).
Revelação do Qur’ān
9 Qual foi, supostamente, a primeira revelação que Maomé recebeu? Os versados no islamismo em geral concordam que foram os primeiros cinco versículos da surata 96, intitulada Al’Alac, “O Coágulo [de Sangue]”, que reza:
“Em nome de Deus [Alá], Clemente, Misericordioso.
Lê em nome de teu Senhor que (tudo) criou;
Criou o homem de um coágulo.
Lê que teu Senhor é generoso,
Que ensinou o uso do cálamo
Ensinou ao homem o que este não sabia.”
10 Segundo a fonte árabe O Livro de Revelação, Maomé respondeu: “Eu não sei ler.” Assim, ele teve de memorizar as revelações, de modo que pudesse repeti-las e recitá-las. Os árabes eram peritos no uso da memória, e Maomé não era exceção. Quanto tempo levou para ele receber a mensagem completa do Qur’ān? Crê-se geralmente que as revelações ocorreram num período de 20 a 23 anos, aproximadamente por volta de 610 EC até a sua morte, em 632 EC.
11 Fontes muçulmanas explicam que, assim que recebia cada revelação, Maomé a recitava para quem quer que estivesse por perto. Estes, por sua vez, memorizavam a revelação e, por recitação, mantinham-na viva. Visto que os árabes desconheciam a arte de fabricar papel, Maomé fez com que escribas anotassem as revelações em primitivos materiais então disponíveis, como omoplatas de camelo, folhas de palmeira, madeira e pergaminho. Mas, foi só depois da morte do profeta que o Qur’ān assumiu a sua forma atual, sob a direção dos sucessores e companheiros de Maomé. Isto foi durante o domínio dos primeiros três califas, ou líderes muçulmanos.
12 O tradutor Muhammad Pickthall escreve: “Todas as suratas do Qur’ān haviam sido registradas por escrito antes da morte do Profeta, e muitos muçulmanos haviam decorado o inteiro Qur’ān. Mas, as suratas escritas ficaram dispersas entre o povo; e quando numa batalha . . . um grande número dos que sabiam o inteiro Qur’ān de cor foram mortos, foi feita uma coletânea do inteiro Qur’ān e assentada por escrito.”
13 A vida islâmica é governada por três autoridades — o Qur’ān, a Hadith e a Xariah. (Veja quadro, página 291.) Os muçulmanos crêem que o Qur’ān em árabe seja a mais pura forma de revelação, pois, como dizem, foi a língua usada por Deus ao falar por meio de Gabriel. A surata 43:3 diz: “Que vos temos ditado um Alcorão arábico, a fim de que o compreendais.” Assim, qualquer tradução é encarada como apenas uma diluição que envolve perda de pureza. De fato, alguns versados em islamismo recusam-se a traduzir o Qur’ān. Acham que “traduzir sempre é trair” e, por conseguinte, os “muçulmanos sempre reprovaram, e às vezes proibiram, qualquer tentativa de traduzi-lo para outra língua”, diz o Dr. J. A. Williams, preletor de história islâmica.
Expansão Islâmica
14 Maomé fundou a sua nova fé enfrentando grandes dificuldades. O povo de Meca, até mesmo de sua própria tribo, rejeitou-o. Depois de 13 anos de perseguição e ódio, ele transferiu seu centro de atividades para o norte, em Iatrib, que então passou a ser conhecido como al-Madinah (Medina), a cidade do profeta. Essa emigração, ou hégira, em 622 EC, foi um marco importante na história islâmica, e essa data foi mais tarde adotada como ponto de partida do calendário islâmico.
15 Por fim, Maomé obteve o domínio quando Meca capitulou diante dele, em janeiro de 630 EC (8 AH), e ele passou a governá-la. Com as rédeas do controle secular e religioso nas mãos, ele conseguiu varrer as imagens idólatras da Caaba e estabelecê-la como ponto principal de peregrinação a Meca, que persiste até hoje. — Veja páginas 289, 303.
16 Poucas décadas depois da morte de Maomé, em 632 EC, o islamismo já se havia difundido até o Afeganistão, e até mesmo à Tunísia, na África do Norte. Perto do início do oitavo século, a fé do Qur’ān penetrara na Espanha e chegara à fronteira francesa. Como disse o professor Ninian Smart em seu livro Background to the Long Search (Origem da Longa Busca): “Encarada dum ponto de vista humano, a consecução de um profeta árabe que viveu no sexto e no sétimo séculos depois de Cristo é assombrosa. Humanamente, foi dele que fluiu uma nova civilização. Mas, naturalmente, para os muçulmanos a obra era divina, e a consecução, de Alá.”
A Morte de Maomé Causa Divisão
17 A morte do profeta provocou uma crise. Ele morreu sem deixar descendente masculino e sem sucessor claramente designado. Como diz Philip Hitti: “O califado [cargo de califa] é, pois, o mais antigo problema que o islamismo teve de enfrentar. Ainda é uma questão acesa. . . . Como disse o historiador muçulmano al-Shahrastani [1086-1153]: ‘Nunca houve uma questão islâmica que causasse mais derramamento de sangue do que o califado (imamah).’” Como se resolveu o problema lá em 632 EC? “Abu-Bekr . . . foi nomeado (8 de junho de 632) sucessor de Maomé por meio de um tipo de eleição em que participaram os líderes presentes na capital, al-Madinah.” — História dos Árabes.
18 O sucessor do profeta seria um governante, um khalifah, ou califa. Contudo, a questão concernente a quem eram os verdadeiros sucessores de Maomé virou motivo de divisões nas fileiras do islamismo. Os muçulmanos sunitas aceitam o princípio de cargo eletivo, em vez de a descendência sangüínea do profeta. Assim, eles crêem que os três primeiros califas, Abu-Bekr (sogro de Maomé), Omar (conselheiro do profeta) e Otmã (genro do profeta), eram os sucessores legítimos de Maomé.
19 Essa afirmação é contestada pelos muçulmanos xiitas, que dizem que a verdadeira liderança vem da linhagem sangüínea do profeta e através de seu primo e genro, Ali ibn Abi Talib, o primeiro imame (líder e sucessor), que se casou com a filha predileta de Maomé, Fátima. Seu casamento produziu os netos de Maomé, Hasã e Husain. Os xiitas afirmam também “que desde o início Alá e Seu Profeta haviam claramente nomeado Ali como único legítimo sucessor, mas que os três primeiros califas usurparam seu cargo de direito”. (História dos Árabes) Naturalmente, o conceito dos muçulmanos sunitas é outro.
20 O que aconteceu com Ali? Durante seu domínio como quarto califa (656-661 EC), surgiu uma rixa a respeito de liderança entre ele e o governador da Síria, Moávia. Envolveram-se em batalha, mas, daí, para evitar mais derramamento de sangue muçulmano, eles submeteram a sua disputa ao arbítrio. Ter Ali aceitado o arbítrio enfraqueceu a sua causa e alienou muitos de seus seguidores, incluindo os Caridjitas (Dissidentes), que se tornaram seus inimigos mortais. No ano 661 EC, Ali foi assassinado por um caridjita fanático, com um sabre envenenado. Os dois grupos (sunitas e xiitas) estavam em forte desacordo. Daí, o ramo sunita do islamismo escolheu um líder dentre os omíadas, ricos chefes de Meca, que não eram da família do profeta.
21 Para os xiitas, o primogênito de Ali, Hasã, neto do profeta, era o verdadeiro sucessor. Contudo, ele renunciou e foi assassinado. Seu irmão Husain tornou-se o novo imame, mas também foi morto, por tropas omíadas, em 10 de outubro de 680 EC. A sua morte, ou martírio, como os xiitas a encaram, teve um significativo efeito sobre o Shiat Ali, o partido de Ali, efeito que perdura até os dias de hoje. Eles crêem que Ali era o verdadeiro sucessor de Maomé e o primeiro “imame [líder] divinamente protegido contra o erro e o pecado”. Ali e seus sucessores foram considerados pelos xiitas como instrutores infalíveis, tendo “o dom divino da impecabilidade”. O maior segmento dos xiitas crê que houve apenas 12 verdadeiros imames, e que o último destes, Maomé al-Muntazar, desapareceu (em 878 EC) “na gruta da grande mesquita de Samarra, sem deixar descendência”. Assim, “ele se tornou o imame ‘oculto (mustatir)’ ou ‘esperado (muntazar)’. . . . No devido tempo ele aparecerá como o Madi (o divinamente guiado) para restaurar o verdadeiro islamismo, conquistar o mundo inteiro e introduzir um breve milênio antes do fim de todas as coisas”. — História dos Árabes.
22 Anualmente, os xiitas comemoram o martírio do Imame Husain. Fazem procissões em que alguns se cortam com facas e espadas e de outras formas se autoflagelam. Em tempos mais recentes, os muçulmanos xiitas têm estado freqüentemente nas notícias devido ao seu zelo pelas causas islâmicas. Contudo, eles representam apenas uns 20 por cento dos muçulmanos do mundo, a maioria dos quais são muçulmanos sunitas. Agora, consideremos alguns dos ensinamentos do islamismo e vejamos como a fé islâmica afeta a conduta diária dos muçulmanos.
O Supremo É Deus, Não Jesus
23 As três maiores religiões monoteístas do mundo são o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Mas, na época em que Maomé apareceu, perto do começo do sétimo século EC, as duas primeiras religiões, a seu ver, haviam-se desviado do caminho da verdade. De fato, segundo certos comentaristas islâmicos, o Qur’ān implica a rejeição de judeus e de cristãos, dizendo: “À senda dos que agraciaste, não à dos abominados nem à dos extraviados.” (Surata 1:7) Por que isso?
24 Diz certo comentário alcorânico: “O Povo do Livro desencaminhou-se: Os judeus por violarem o seu Pacto, e difamarem Maria e Jesus . . . e os cristãos por enaltecerem Jesus, o Apóstolo, à igualdade com Deus”, por meio da doutrina da Trindade. — Surata 4:153-176, Abdullah Y. Ali (em inglês).
25 O principal ensinamento do islamismo, simplificando ao máximo, é o que se conhece por chahada, ou confissão de fé, que todo muçulmano conhece de cor: “La ilah illa Allah; Muhammad rasul Allah” (Não há deus senão Alá; Maomé é o mensageiro de Alá). Isto se harmoniza com a expressão alcorânica: “Vosso Deus é Um só. Não há mais deus que Ele, Clemente, Misericordiosíssimo.” (Surata 2:163) Essa idéia já fora expressa 2.000 anos antes disso, na antiga convocação a Israel: “Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová.” (Deuteronômio 6:4) Jesus repetiu esse principal mandamento, registrado em Marcos 12:29, uns 600 anos antes de Maomé, e, em parte alguma, Jesus afirma ser Deus ou igual a Ele. — Marcos 13:32; João 14:28; 1 Coríntios 15:28.
26 A respeito da unicidade de Deus, o Qur’ān reza: “Crede, pois, em Deus e em Seus apóstolos, e não digais: Trindade! Abstende-vos disso que será melhor para vós; sabei que Deus é Uno.” (Surata 4:171) Contudo, convém notar que o cristianismo verdadeiro não ensina a Trindade. Trata-se de uma doutrina de origem pagã introduzida por apóstatas da cristandade após a morte de Cristo e dos apóstolos. — Veja Capítulo 11.
Alma, Ressurreição, Paraíso e Inferno de Fogo
27 O islamismo ensina que o homem tem uma alma que sobrevive para uma vida futura. O Qur’ān diz: “Deus [Alá] recolhe as almas no momento da morte e, os que não morrem, ainda, (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles cuja morte tem decretada.” (Surata 39:42) Ao mesmo tempo, a surata 75 é inteiramente devotada à “Alquiáma ou Ressurreição” ou “Levantamento dos Mortos” (Muhammad M. Pickthall [em inglês]). Ela diz, em parte: “Pelo Dia da Ressurreição . . . Porventura, crê o homem que jamais reuniremos seus ossos? . . . Perguntam: Quando acontecerá o Dia da Ressurreição? . . . Não será [Alá] capaz de ressuscitar os mortos?” — Surata 75:1, 3, 6, 40.
28 Segundo o Qur’ān, a alma pode ter diferentes destinos, que pode ser um jardim celestial paradísico ou a punição num inferno ardente. Como diz o Qur’ān: “Perguntam: Quando chegará o Dia do Juízo Final? Será o dia em que forem torturados no fogo! Ser-lhes-á dito: Sofrei a vossa tortura! Eis aqui o que pretendestes urgir!” (Surata 51:12-14) “Sofrerão [os pecadores] um castigo na vida terrena; porém, o do outro mundo será mais severo ainda e não terão defensor algum ante Deus [Alá].” (Surata 13:34) Pergunta-se: “E que é que te fará entender isso? É o fogo ardente!” (Surata 101:10, 11) Esse pavoroso destino é descrito em detalhes: “Quanto àqueles que negam Nossos versículos, introduzi-los-emos no fogo infernal. Cada vez que sua pele se tiver queimado, trocá-la-emos por outra, para que experimentem mais e mais o suplício. Sabei que Deus [Alá] é Poderoso, Prudentíssimo.” (Surata 4:56) Outra descrição declara: “Em verdade, o inferno será uma emboscada . . . onde permanecerão séculos, até milênios, em que não provarão do frescor nem de (qualquer) bebida, a não ser água fervente e uma paralisante beveragem.” — Surata 78:21, 23-25.
29 Os muçulmanos crêem que a alma dos falecidos vai para o Barzakh, ou “Barreira”, “o lugar ou estado em que as pessoas estarão após a morte e antes do Julgamento”. (Surata 23:99, 100, AYA, nota) A alma está cônscia ali, sofrendo o que se chama de “Punição do Túmulo” se a pessoa foi má, ou desfrutando a felicidade, se foi fiel. Mas, os fiéis também têm de sofrer algum tormento por causa de seus poucos pecados enquanto estavam vivos. No dia de juízo, cada qual encara seu destino eterno, que finda aquele estado intermediário.
30 Em contraste, aos justos se promete jardins celestiais paradísicos: “Quanto aos crentes que praticam o bem, introduzi-los-emos em jardins abaixo dos quais correm rios, em que morarão eternamente.” (Surata 4:57) “Naquele dia os moradores do Paraíso em nada pensarão a não ser na sua felicidade. Junto com suas esposas, reclinar-se-ão sob arvoredos sombreados em sofás macios.” (Surata 36:55, 56, NJD) “Antes disso Nós escrevemos nos Salmos, depois da Mensagem (dada a Moisés): ‘Meus servos, os justos, herdarão a terra.’” A nota sobre essa surata remete o leitor para o Salmo 25:13 e 37:11, 29 e às palavras de Jesus em Mateus 5:5. (Surata 21:105, AYA) A menção de esposas leva-nos agora à outra pergunta.
Monogamia ou Poligamia?
31 É a poligamia a regra entre os muçulmanos? Embora o Qur’ān permita a poligamia, muitos muçulmanos têm apenas uma esposa. Devido às numerosas viúvas resultantes de custosas batalhas, o Qur’ān fez concessão para a poligamia: “Se temerdes ser injustos para com as órfãs, podereis desposar duas, três, ou quatro das que vos aprouver entre outras mulheres. Mas, se temerdes não poder ser equitativos para com estas, casai, então, com uma só, ou conformai-vos com o que está ao alcance de vossas mãos.” (Surata 4:3) Uma biografia de Maomé, feita por Ibn-Hisham, diz que Maomé casou-se com uma viúva rica, Cadidja, 15 anos mais velha do que ele. Depois que ela morreu, Maomé casou-se com muitas mulheres. Ao morrer, deixou nove viúvas.
32 Outra forma de casamento no islamismo é chamada de mutah. É definido como “contrato especial celebrado entre um homem e uma mulher através da oferta e aceitação de casamento por um período limitado e com dote especificado, semelhante ao contrato para casamento permanente”. (Islamuna, de Mustafá al-Rafafii, em inglês) Os sunitas chamam-no de casamento por prazer, e os xiitas, um casamento a ser encerrado num período específico. Diz a mesma fonte: “Os filhos [de tais casamentos] são legítimos e têm os mesmos direitos que os filhos de um casamento permanente.” Parece que essa forma de casamento temporário era praticada nos dias de Maomé, e ele permitiu que continuasse. Os sunitas insistem que foi proibida mais tarde, ao passo que os imamis, o maior grupo xiita, crê que ainda vigora. Muitos, efetivamente, o praticam, em especial quando um homem se ausenta de sua esposa por um longo período.
O Islamismo e a Vida Diária
33 O islamismo envolve cinco principais obrigações e cinco crenças básicas. (Veja quadros, páginas 296, 303.) Uma das obrigações é que os muçulmanos devotos orem (salat) cinco vezes por dia, voltados para Meca. No sábado muçulmano (sexta-feira), os homens afluem à mesquita para oração ao ouvirem o chamado do muezim, do alto do minarete da mesquita. Hoje em dia, muitas mesquitas tocam uma gravação, em vez de fazerem uma chamada de viva voz.
34 Mesquita (masjid, em árabe) é o local de adoração dos muçulmanos, chamado pelo Rei Fahd Bin Abdul Aziz, da Arábia Saudita, de “pedra fundamental para invocar a Deus”. Definiu a mesquita como “local de oração, estudo, atividades legais e judiciais, consultas, pregação, orientação, educação e preparação. . . . A mesquita é o coração da sociedade muçulmana”. Esses locais de adoração se encontram agora em todo o mundo. Um dos mais famosos na história é a Mezquita (Mesquita) de Córdoba, Espanha, que por séculos era a maior do mundo. A sua parte central é agora ocupada por uma catedral católica.
Conflitos com a Cristandade e no Seio Desta
35 A partir do sétimo século, o islamismo expandiu-se para o oeste, à África do Norte, para o leste, ao Paquistão, à Índia, ao Bangladesh, e até a Indonésia. (Veja mapa, na guarda no início do livro.) Ao assim fazer, entrou em conflito com a militante Igreja Católica, que organizou Cruzadas para recuperar dos muçulmanos a Terra Santa. Em 1492, a rainha Isabel e o rei Fernando, da Espanha, completaram a reconquista católica da Espanha. Os muçulmanos e os judeus tinham de converter-se, sob pena de serem expulsos da Espanha. A tolerância mútua que existira sob o domínio muçulmano na Espanha mais tarde se evaporou sob a influência da Inquisição católica. Contudo, os islamismo sobreviveu e, no século 20, tem experimentado um ressurgimento e grande crescimento.
36 Enquanto o islamismo se expandia, a Igreja Católica enfrentava sua própria inquietação, tentando manter a união em suas fileiras. Mas, duas poderosas influências estavam para irromper em cena, e elas destroçariam ainda mais a imagem monolítica dessa igreja. Tratava-se da imprensa e da Bíblia na língua do povo. O próximo capítulo abordará a fragmentação adicional da cristandade sob estas e outras influências.
[Nota(s) de rodapé]
“Qur’ān” (que significa “Recitação”) é a grafia preferida por escritores muçulmanos, e é a que usaremos aqui. Deve-se notar que o árabe é a língua original do Qur’ān e, em inglês, por exemplo, não existe tradução universalmente aceita. Em português, salvo outra indicação, citaremos do Alcorão Sagrado, de Samir El Hayek. Nas citações, o primeiro número refere-se ao capítulo, ou surata, e o segundo ao versículo.
Os muçulmanos crêem que a Bíblia contém revelações de Deus, mas que algumas foram posteriormente falsificadas.
Assim, o ano muçulmano é dado como AH (latim, Anno Hegirae, ano da fuga) em vez de AD (Anno Domini, ano do Senhor) ou EC (Era Comum).

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